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Portugueses em Moçambique queixam-se de falta de informação

Alguns passageiros identificados como prioritários para um voo anunciado pelo Estado português entre Maputo e Lisboa não estão a conseguir reservar lugar ou obter outras informações, queixaram-se à Lusa.

A situação deverá estar a afetar cerca de uma dezena das 230 pessoas da lista de prioritários, segundo o cônsul-geral de Portugal em Maputo, Frederico Silva.

Uma delas é Joel Rodrigues, 41 anos, que viu a sua atividade profissional na área da mecânica suspensa em Moçambique, há cerca de um mês, devido à covid-19, já depois de o espaço aéreo estar fechado para o estrangeiro.

“Estou de mãos atadas, não sei o que hei de fazer”, referiu.

Queixa-se de “ligar várias vezes para a TAP, que diz que tem de ser a embaixada” a resolver a situação, enquanto esta diz que “tem de ser a TAP”.

“Não há bilhete disponível”, é a resposta que obtém, apesar de estar na lista de prioritários, algo que “ninguém consegue justificar”, disse.

Segundo conta, viver agora numa casa graças “ao favor” da empresa onde trabalhava e faz contas aos meios de subsistência.

O espaço aéreo de Moçambique está fechado para o estrangeiro desde meados de maio para prevenir a propagação da pandemia de covid-19, sendo apenas autorizados alguns voos, caso a caso.

Na quarta-feira, a embaixada de Portugal em Moçambique anunciou um “voo humanitário” organizado pelo Estado português em coordenação com Moçambique para dar resposta a situações de saída definitiva de Moçambique, urgências médicas e viajantes ocasionais que se encontrem retidos.

O Consulado-Geral de Portugal está a procurar que a TAP esclareça as situações de passageiros prioritários que não conseguem ter lugar, disse à Lusa, o cônsul-geral de Portugal em Maputo.

As queixas começaram na quinta-feira, muitas foram sendo resolvidas, mas permanece cerca de uma dezena de pessoas sem resposta.

“Estamos a transmitir todas essas preocupações à companhia aérea da qual esperamos, naturalmente, que com a brevidade possível dê resposta às dúvidas colocadas”, sendo a expetativa de que, quem está na lista, siga viagem.

A Lusa solicitou esclarecimentos à TAP, que garantiu vir a prestar informações sobre o caso, mas aguardando-se ainda por uma resposta.