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Portuguesa vice-presidente do parlamento canadiano

A deputada luso-canadiana Alexandra Mendes, nomeada esta semana vice-presidente (deputy speaker) do parlamento canadiano, considerou que “esta é uma boa prenda de Natal” e algo que “não estava à espera”.

“Penso que é um reconhecimento que os meus colegas têm visto em mim, ao longo dos anos, pela minha paixão por todo o processo parlamentar. Tocou-me muito, pois não estava nada à espera, foi uma surpresa, uma boa prenda de Natal”, afirmou à Lusa Alexandra Mendes, de 56 anos.

A deputada luso-canadiana é natural de Lisboa e cumpre o seu terceiro mandato. Em outubro desde ano, foi reeleita pelo distrito eleitoral de Brossard-Saint-Lambert, área que representa desde 2015. Entre 2008 a 2011, representou o distrito de Brossard-La Prairie.

Alexandra Mendes explicou que a função do ‘speaker’ no sistema parlamentar canadiano “é um pouco diferente” da do presidente da Assembleia da República em Portugal.

“É uma posição muito neutra, tem que se ter uma neutralidade total quando se assume a presidência dos trabalhos. O ‘speaker’ permanentemente não é partidário, desde que é nomeado deixa de ter a nomeação com o partido”, sublinhou.

No entanto, no seu caso, enquanto vice-presidente do parlamento canadiano “vai continuar a integrar a bancada parlamentar liberal”, podendo votar.

A partir do momento em que assuma a presidência do parlamento “deixa de se ter cor política”, utilizando um uniforme preto e branco para que “não haja conotação partidária”, explicou.

Nas eleições gerais de 21 de outubro, os liberais perderam a maioria absoluta, garantindo apenas 157 mandatos, necessitavam de mais 13 para a maioria do parlamento com 338 assentos. Os conservadores têm 121 mandatos, o Bloc Quebécóis 32, o NDP 24, os Verdes três, e foi eleito um deputado independente.

Fruto do resultado eleitoral e de alguma oposição interna, o líder do partido conservador, Andrew Scheer, pediu esta quinta-feira a demissão do cargo.

O parlamento canadiano iniciou os trabalhos legislativos em 05 de dezembro e os primeiros dias “foram positivos” para a deputada luso-canadiana, dando garantias de que vai funcionar em pelo menos “dois bons anos”.

“Foi durante governos minoritários que conseguimos (implementar) o nosso sistema de saúde universal, de reforma universal, um programa de ajuda aos antigos combatentes, houve uma série de medidas que têm sido concretizadas dentro do formato de um parlamento minoritário”, recordou.

Esta semana, os liberais tiveram o primeiro voto de confiança do parlamento, com a aprovação do financiamento necessário aos programas planeados pelo Governo.

No entanto, o partido de Justin Trudeau teve a sua primeira derrota enquanto Governo minoritário, após uma moção do partido conservador, a pedir a criação de uma comissão parlamentar especial para analisar as relações diplomáticas entre o Canadá e a China, ter passado por 171-148 votos.

#portugalpositivo