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Português retido há semanas num porto peruano está a ficar sem comida

Manuel Silva, um pescador português da Póvoa de Varzim, está há 20 dias retido num barco no porto de Paita, o segundo maior do Peru, na América do Sul, com mais 17 homens a bordo de outras nacionalidades. Impedido de pisar terra, por causa da pandemia de covid-19, está a ficar sem comida e sem combustível. O governo está a acompanhar o caso.

“O que nos está a preocupar muito é que lhe está a acabar o gasóleo e os mantimentos. Há três dias mandaram-lhes três frangos para dezoito pessoas, o que é desumano. Os patrões e as autoridades nada fazem. Não há como trazê-lo para cá, porque não há voos, devido à covid-19. O gasóleo terminando acaba a eletricidade. E não têm nada para comer”, conta João Silva, filho do pescador, à comunicação social.

O jovem tem tentado falar com o pai todos os dias, mas receia que este fique incontactável nos próximos tempos. “Para falar connosco tenho que carregar [saldo] um telemóvel de um indonésio, que está com ele, e só assim conseguimos falar. Acabando o gasóleo, ele nem eletricidade vai ter para carregar [bateria] o telemóvel. Se isso acontecer, não vamos ter notícias dele”.

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