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Português da diáspora compete no Festival de Roterdão

O filme “The Under-Exile”, do português Alfredo Costa Monteiro e da venezuelana Adriana Vila Guevara, junta-se à programação do Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2020.

Segundo informação disponível no ‘site’ oficial do festival, cuja 49.ª edição decorre de 22 de janeiro a 02 de fevereiro, a curta-metragem “The Under-Exile” será exibida na secção competitiva Bright Future.

Em “The Under-Exile”, a História “ganha uma voz, com banda sonora ao vivo de Alfredo Costa Monteiro”, artista multimédia português radicado em Barcelona, segundo a apresentação da obra.

A programação completa do festival só agora foi divulgada. Antes já tinham sido anunciadas várias secções, nomeadamente da competição oficial, que incluem produções e coproduções portuguesas, cabo-verdianas e angolanas.

“Mosquito”, do português João Nuno Pinto, irá abrir a edição deste ano do Festival Internacional de Cinema de Roterdão.

A longa-metragem, inspirada numa história do avô do realizador passada em África durante a primeira Guerra Mundial, está integrada na competição oficial, para um prémio de 30 mil euros.

“Mosquito”, com produção de Paulo Branco, é protagonizado pelo ator João Nunes Monteiro, estreia-se nos cinemas portugueses a 05 de março e, cerca de duas semanas depois, no dia 18, em França.

Estão também integrados na programação do festival os filmes portugueses “Armour”, de Sandro Aguilar, “L’île aux oiseaux”, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, ambos na secção Bright Future, “Oú en êtes-vous, Teresa Villaverde?”, filme que a realizadora portuguesa fez para uma retrospetiva este ano, em Paris, “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, “Suzanne Daveau”, de Luísa Homem, filme sobre a geógrafa franco-portuguesa, incluído na competição de documentários, e “Ruby”, de Mariana Gaivão, na competição de curtas-metragens.

Pedro Costa, que já venceu vários prémios com “Vitalina Varela”, nomeadamente o Leopardo de Ouro do Festival de Cinema de Locarno, irá também conduzir uma ‘masterclass’.

O filme “Em Pedaços”, do moçambicano Ruy Guerra, será exibido na secção Perspectives, do programa Tyger Burns, no qual são mostrados novos filmes de realizadores que já trabalhavam quando o festival de Roterdão se realizou pela primeira vez, em 1972.

Ruy Guerra “nunca fez nada parecido” com “Em Pedaços”, que a organização do festival descreve como um “pedaço alucinatório e estilizado em preto e branco de Kafka ‘noir’ sobre um homem e as suas duas amantes – no mesmo apartamento e, ainda assim, separados por oceanos”.

Ruy Guerra, de 88 anos, é o cineasta moçambicano que, com “Os Cafajestes”, de 1962, revelou a estética do Cinema Novo no Brasil, onde se radicou, e ao grande público do país.

A produção cabo-verdiana “Kmêdeus”, de Nuno Miranda, será exibida na secção Perspectives.

Destaque ainda para a presença do filme angolano “Ar Condicionado”, de Fradique, escrito e produzido pelo coletivo Geração 80, que se estreia no festival, e para a curta-metragem de coprodução portuguesa “A Chuva Acalanta a Dor”, do brasileiro Leonardo Mouramateus, que tem vários trabalhos na programação do certame.

A coprodução luso-argentina “Celosos Hombres Blancos”, do realizador argentino Ivan Granovsky, vai ser apresentada no mercado de coproduções do festival.

#portugalpositivo