Português a residir na Turquia conquista o Prémio de Poesia Oxalá
Mário Tiago Paixão, português residente em Ancara, Turquia, foi distinguido com o Prémio de Poesia Oxalá 25.
O vencedor deste galardão dedicado às obras de autores da diáspora lusa, estudou Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Nova de Lisboa, viveu em Paris, onde trabalhou como Assistente de Português na Academia de Versalhes.
Mário Tiago Paixão vive atualmente em Ancara, onde exerce funções de Leitor de Língua e Cultura Portuguesas, ao serviço do Instituto Camões, trabalhando como docente universitário na Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ancara e como conselheiro cultural junto da Embaixada de Portugal na Turquia.
Este concurso literário, que visa promover a língua portuguesa e descobrir novos talentos entre portugueses e lusodescendentes residentes no estrangeiro, atraiu participantes de vários países, incluindo Alemanha, Angola, Bélgica, Brasil, Espanha, Canadá, Estados Unidos, França, Luxemburgo, Suíça e Turquia.
O júri, composto por personalidades como Cristina Torrão, Diniz Borges, Daniel Bastos e Dora Gago, reuniu-se virtualmente a 7 de outubro para deliberar sobre os trabalhos submetidos. Sob a coordenação de São Gonçalves e Mário G.M. dos Santos, editor da Oxalá Editora, o júri destacou o elevado nível das obras participantes.
O trabalho vencedor de “Do corpo ao Algoritmo. Da planta ao relógio”, assinado sob o pseudónimo Miguel Maria, “consiste em sessenta e cinco poemas que exploram criticamente a interação entre a tecnologia moderna e a essência humana”, pode ler-se em comunicado da Oxalá Editora.
Além do prémio principal, o júri atribuiu duas menções honrosas. A primeira foi para “Diário de Ícaro antes do Sol”, de Alexandra Barreiros, que encantou os jurados com versos sobre o amor, a morte e o tempo. A segunda distinção foi para “A Poesia do Palhaço Triste”, de Rui Guerreiro, que “misturou humor e melancolia de forma tocante”, lê-se no comunicado.
A Oxalá Editora, sediada em Lünen, Alemanha, é conhecida por publicar obras de autores da diáspora lusa e por traduzir clássicos portugueses para alemão.