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Portugal cria centro de vistos em São Tomé e Príncipe

Portugal vai instalar um Centro Comum de Vistos em São Tomé e Príncipe, face ao “enorme acréscimo” de pedidos de emissão de vistos para os países do espaço Schengen, disse à Lusa o embaixador português em São Tomé.

No último ano e meio, tem-se registado “um enorme acréscimo de pedidos” de vistos de curta duração para o espaço Schengen, que a embaixada portuguesa representa, afirmou Luís Gaspar da Silva.

As autoridades portuguesas pretendem criar neste país um Centro Comum de Vistos, que “engloba todos os Estados Schengen para os vistos de curta duração”, à semelhança daquilo que existe em Cabo Verde, na Praia, adiantou o embaixador.

Segundo Luís Gaspar da Silva, este centro representa “um reforço de pessoal”, prevendo-se que tenha um técnico para tratamento de vistos e “dois ou três” funcionários – atualmente, a secção consular tem três funcionários, além do responsável.

O Centro Comum de Vistos deverá começar a funcionar no próximo ano.

Segundo o diplomata, a secção consular da embaixada portuguesa na capital são-tomense tem, atualmente, “cerca de 1.300 pedidos de visto pendentes”, e o tempo de espera para se conseguir uma marcação para pedir o documento ronda os seis meses – neste momento, só há vagas em novembro.

Os atrasos no processo têm sido criticados por são-tomenses nas redes sociais.

“Estávamos a emitir uns 700 vistos por ano, já vamos em 1.500 emitidos”, ilustrou.

Uma vez feito o pedido, o processo para obtenção do visto “é relativamente rápido, se estiver tudo em ordem”, comentou o embaixador.

Destes pedidos, a grande maioria destina-se a Portugal, mas há também muitos são-tomenses que passam depois para Espanha ou França.

A embaixada portuguesa dá ainda resposta aos pedidos por questões humanitárias e para vistos de estudo.

No âmbito de um acordo entre os dois países, Portugal recebe doentes são-tomenses sinalizados pelo Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe, prevendo-se um número de 200 casos por ano, que por vezes é ultrapassado, mas “há sempre resposta” por parte das autoridades portuguesas.

O embaixador reconheceu existirem queixas de cidadãos que procuram Portugal para tratamentos médicos, mas que o fazem de forma privada, fora do âmbito do acordo bilateral, e que, disse, “também recebem toda a atenção”.

Por outro lado, disse, também há “enormes queixas por uma franca morosidade” em relação aos vistos para estudos, mas que “tem muito a ver, infelizmente, com documentação mal coligida, inclusivamente com documentação cuja autenticidade é necessário verificar” junto das autoridades locais.