
Vou dar vida a um poema personalizado
Ele come bem e bebe vinho por uma malga
Não usa guardanapo só usa um simples pano
Gosta de carne caseira daquela posta na salga.
Depois fica com sede e bebe água como um cão
Daqueles grandinhos da Serra da Estrela
Que ladra baixinho mas perfeitamente
Depois dorme o que pode e vem à tua mão .
Mas o poema ao qual dou fôlego e vida
Por vez se torna platónico por comodismo
E não aceita a gramática por não ser querida
Fala de empirismo que acha que carimba.
Também se torna por vez arrogante no saber
Mas tento incutir nele a humildade e sua importância
E digo que o saber deve ser sempre repartido a valer
E mostro que os orgulhosos permanecem na ignorância.
Mas quando me zango com esse poema estafeta
Ele mostra os dentes e que ferra perfeitamente
Mas eu lhe digo que já é velho e cansado
Mas ele diz que é rafeiro e diplomata como muita gente!
