
Fodam-se. Fodam-se sei lá quem e a quem dirigir o impropério.
São um desaforo as exéquias dos vários homens e mulheres que foram a força motriz, operários, de onde começa todo o desenvolvimento económico.
Não se pode ver. Menos pensar. Vinha pela Páscoa, para a passar junto dos seu familiares e amigos.
Estes homens e mulheres, neste quadrante, alcançaram a homenagem por via da morte e não por via do seu sacrifício. Frequentemente são homenageados ou comendados nababos, aqueles que são corruptos, autores de roubo ao país e de toda a sorte do que pode ser mafiado. E se não for arranja-se uma mafia.
Não acompanhei de modo televisivo este acontecimento. Isto por mor do interesse que as televisões cada vez mais um poucochinho me despertam interesse. Li e vi no jornal.
É de facto anelante aquilo que se passa entre nós, aqui perto, e nos marca apesar – e sobretudo – ser anónimos trabalhadores.
A Portugal já têm chegado, com cautelas e caldos de galinha, migrantes. E sabemos que a incerteza causada por estes acontecimentos, mais esperada desde 11 de Setembro de 2001, estamos mais a jeito. Há dias houve um jogo de futebol internacional que por precaução teve lugar do nosso país. Isto mostra quanto toda a choldra de mafiosos, de desrespeito, desrespeito pelo que juram solenemente cumpram e cumpre o diabo e o Tanas. O Tanas de Aveiro.
Mário Adão Magalhães, 016/03/30 23,48h
