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Para quê escrever cartas em português e o que fazer com elas?

No passado dia 13 de Janeiro de 2022, ao fim da tarde, àquela hora em que muita gente vê o Preço Certo antes do Telejornal, escrevi o seguinte email ao ilustre Nuno Costa Santos, enviado para <leitor+>:

Caro Nuno,

Costumava ouvir o programa ‘Quase Famosos’ consigo e com o seu colega Pedro.

Por acaso pode me recomendar algumas playlists do Spotify?

Na verdade, quanto mais melhor. Estou um bocado necessitado de boas playlists do Spotify.

Qualquer outra dica será certamente bem-vinda.

Gosto da música que passa na Rádio Radar e na rádio online Radio Paradise.

Mesmo assim, gostava mesmo que me recomendasse umas boas playlists.

Um abraço,

Daniel

Não obtive qualquer resposta, como era de esperar, apesar de eu ainda acreditar que todas as cartas escritas em Português merecem uma resposta.

Hoje, por não me apetecer ouvir rádio nem ver televisão, só consigo ouvir a música “Wings”, da artista de música Inglesa “Birdy”.

E dou comigo a escrever isto. Muitas vezes não recebo resposta às minhas cartas, e-mails e mensagens. Já tenho uma pele bem dura para isso. Quando é com advogados tenho que lhes pagar na mesma, ou então arrumar uma escandaleira até que eles me devolvam o dinheiro da consulta. Já desisti disso. Quando precisar de um advogado, terá que ser o Estado a pagar-lhe. Eu não!

Não estou para isso. Gosto tanto de advogados como de alfinetadas no rabo. Não gosto tanto assim.

Para que será aquela parte do e-mail, onde diz “leitor+”, será um filtro que ele usa para não perder tempo com os e-mails dos seus leitores?

Depois há os casos de pessoas que só respondem em circunstâncias muito especiais. Aconteceu com o Nuno Rogeiro, da SIC.

Nunca na vida me respondeu a uma mensagem. Mas quando o filho foi atropelado e eu lhe deixei uma mensagem no Facebook a desejar as melhoras para o seu filho, ele agradeceu amavelmente. Pelos vistos pelo menos quando os nossos filhos adoecem podemos nos sentir obrigados a responder. Pode ser esse o caso.

Outras vezes, a resposta simplesmente não vem. Mesmo quando a carta é escrita em Português.

Quando assim é penso sempre naquele filme de Pedro Almodovar que nunca vi, nem preciso.

Conseguem adivinhar qual? Precisamente. Esse mesmo. Que eu nunca vi. Nem preciso.

Então vá, rápidas melhoras. Que isso passa.

Daniel Alexandre

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

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