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Para as mães

No meu mais íntimo silêncio

guardo mil tesouros de ternura

o calor do regaço, o refúgio secreto

dos abraços incontidos de ternura

manancial de dádivas imensas

no tempo – no espaço- na memória.

Ainda me perco  no infinito mar  dos teus olhos

na doce fragrância do teu regaço, sabor de amoras silvestres

és ainda a rosa e o roseiral que se estende

na planície secreta dos meus dias

a coragem nascente  da brisa da manhã

o reinventar  do som frágil  de um  beijo

a força invencível nas horas da tormenta

alento invisível nas trevas – na solidão…

Ainda me protejo no calor envolvente do teu  colo

luz acesa que me ilumina os dias com

o brilho incandescente da infância

essa aurora boreal de vida e de esperança!

No meu mais íntimo silêncio

ainda guardo o teu sorriso meigo

o som límpido da tua voz

tatuada nas minhas mais profundas e secretas

viagens ao meu mundo de criança.

No meu mais íntimo silêncio

ainda guardo o som envolvente

do teu nome

Mãe!

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