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Pandemia: Argentina obriga mais ricos a pagarem a crise

O Senado argentino aprovou um imposto sobre os 12 mil mais ricos do país, para pagar as medidas de contenção do coronavírus, incluindo material médico e ajudas aos pobres e pequenas empresas.

Numa sessão transmitida em direto no YouTube, e após um longo e polarizado debate, a “contribuição solidária” foi convertida em lei, com 42 votos a favor e 26 contra. O governo do presidente Alberto Fernandez espera angariar 300 mil milhões de pesos (pouco mais que 3 mil milhões de euros) com a taxa única, que já tinha passado na câmara baixa do Parlamento, com 133 votos a favor e 115 contra.

Ao abrigo deste imposto único – também apelidado de “imposto milionário” – pessoas com bens declarados superiores a 200 milhões de pesos (cerca de dois milhões de euros) pagarão uma taxa progressiva de até 3,5% sobre a riqueza na Argentina e até 5,25% sobre a riqueza fora do país.

Das receitas, 20% irão para materiais médicos para a pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas, 15% para apoios sociais, 20% para bolsas de estudo e 25% para empreendimentos de gás natural. O diretor da agência fiscal, Mercedes Marcó del Pont, afirmou que a medida afetará quase 12 mil contribuintes. Já Carlos Heller, um dos autores do projeto de lei, revelou que apenas 0,8% dos contribuintes terá de pagar esta taxa. Destes, “42% têm ativos em dólares, dos quais 92% estão localizados no estrangeiro”.

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