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Pandemia afeta provas de certificação do Ensino Português no Estrangeiro

Cerca de 2.000 alunos, metade do ano passado, realizaram este ano as provas de certificação do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), que não decorreram no Reino Unido, França e Venezuela, devido à covid-19, segundo o instituto Camões.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, organismo responsável pelo ensino no estrangeiro, indicou que, este ano, “as épocas de provas de certificação do EPE previstas para maio e junho foram adiadas para setembro e outubro, mantendo-se a época de novembro, agora realizada”.

No total das três épocas, de acordo com o Camões, “inscreveram-se mais de 2.000 alunos para realização de provas”, cerca de metade do que em 2019, devido às “limitações impostas pela situação pandémica”.

A pandemia de covid-19 impediu a realização de provas em França, no Reino Unido e na Venezuela, países entre os que têm as maiores comunidades portuguesas.

Em Espanha, Andorra e Suíça, as provas só decorreram na primeira época, e na segunda época nos Estados Unidos da América, Bélgica e no Luxemburgo.

No sábado, decorreu a terceira época de exames em simultâneo em sete países na Europa, África e América (África do Sul, Alemanha, Austrália, Canadá, Luxemburgo, Países Baixos e Zimbabué), envolvendo cerca de 400 alunos.

“A preparação e a realização das provas foi efetuada em alinhamento total com as autoridades dos diversos locais onde funcionaram os centros de exame no que respeita às condições logísticas, de segurança e de higiene”, salientou a nota.

De acordo com o Camões, foram cumpridas todas as medidas aí “adotadas, nomeadamente no que respeita a restrições de acesso dos encarregados de educação aos espaços comuns, ao número de alunos por sala e ao distanciamento entre si, assim como existência de dispositivos de proteção pessoal”.

Foi ainda decidido “cingir a realização dos exames a localidades onde o ensino (curricular) se processa na modalidade presencial, sendo de assinalar que os cursos paralelos do EPE são caráter extracurricular”, acrescentou.

A certificação do EPE resulta de uma parceria entre o Camões e o Ministério da Educação de Portugal e tem por objetivo, num ensino que é extracurricular, conferir aos alunos uma validação, “que é também uma motivação”, do percurso que realizam na aprendizagem da língua e na cultura portuguesa.

“Trata-se de um processo de caráter absolutamente voluntário, traduzindo a significativa adesão e empenho na sua realização por parte de alunos, famílias, comunidade escolar, em particular nas circunstâncias em que se realizaram este ano, o valor real e simbólico que conferem aos certificados”, frisou o Camões.

O instituto deixou ainda uma nota de “reconhecimento por esse empenho” às coordenações e aos docentes do EPE “envolvidos na aplicação e na criação de condições de segurança para que as sessões se pudessem realizar”.