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PALAVRAS COM HISTÓRIA: Natal – seu significado e origem

Em português, tanto “Natal” como “Natividade” vêm do latim e significam “nascimento”: (dies) natalis e nativitas. Analisemos a sua origem à luz da História.

Para o mundo cristão, o Natral é a festa do nascimento do Menino Jesus, celebrada no dia 25 de Dezembro de cada ano. Contudo, esta data religiosa cristã tem uma origem pagã, como vamos ver.

Na Roma antiga, tinha lugar todos os anos a Saturnalia, uma festa que começava a 17 de Dezembro e durava sete dias, incluindo assim o solstício de Inverno que, nessa época, caía a 25 de Dezembro (foi só depois da reforma do calendário juliano para gregoriano que passou a ser no dia 21 de Dezembro).

Durante a Saturnalia, os Romanos trocavam prendas, paravam qualquer actividade – incluindo a guerra – e ofereciam a liberdade, embora temporária, aos seus escravos. Cerca do século IV da nossa era, os Romanos celebravam também pela mesma ocasião do solstício de Inverno uma festa em honra do imperador romano como encarnação do Sol invencível (Natalis Solis Invicti); havia igualmente rituais em glória de Mitra, o antigo deus persa da luz. Quando Constantino se tornou imperador de Roma e depois se converteu ao cristianismo, considerou que era conveniente realizar uma festa que fosse comum tanto à antiga como à nova religião.

Por outro lado, também é fácil acreditar que, para evitar serem perseguidos naquela época conturbada, e porque ninguém sabia quando é que Jesus tinha nascido, os cristãos tenham adoptado a mesma data das festas romanas para celebrar o seu nascimento (ou natividade) – a assimilação das tradições pagãs ao culto cristão tem sido um processo usado pela Igreja ao longo dos séculos. E foi assim que o 25 de Dezembro entrou no imaginário cristão no século IV, pois, segundo os historiadores, a primeira vez que os cristãos celebraram o Natal num dia 25 de Dezembro foi no ano de 336.

De início, a celebração do Natal era assinalada com uma simples missa, pois os cristãos davam mais importância à Epifania (6 de Janeiro), dia em que os três Reis Magos chegaram junto da Sagrada Família. Esta é, aliás, uma data de grande importância ainda hoje em alguns países, como por exemplo a Espanha.

Em algumas igrejas ortodoxas, como a da Rússia, da Sérvia, da Geórgia, ou ainda a comunidade copta do Egipto, o Natal é ainda celebrado a 7 de Janeiro, pois não aceitaram a reforma do calendário juliano, portanto, o calendário gregoriano também não.

Com o passar dos tempos, esta celebração conquistou um carácter tradicional quase universal e, qualquer que seja a religião de cada um de nós, hoje em dia o Natal tornou-se uma festa de família que celebra a alegria de dar e de receber. O Natal deve representar o amor, a dádiva e a partilha, e Pai Natal é todo(a) aquele(a) que distribui presentes.

O Pai Natal pertence ao mundo dos sonhos da nossa infância; dos contos que se transmitem de geração em geração. Que lhe chamemos Pai Natal, Tomten, Joulupukki ou São Nicolau, ou que o consideremos simplesmente como um avô de barba branca, ele é sempre o mesmo que, fiel à tradição, satisfaz os pedidos das crianças e – porque não ? – também dos adultos.

E como qualquer celebração só está completa com uma boa refeição, usem e abusem no Natal da extraordinária gastronomia tradicional portuguesa, da qual encontram algumas receitas em www.dulcerodrigues.info até 7 de Janeiro. Terão o resto do ano para fazer dieta.

Dulce Rodrigues

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