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País de merda

Portugal está numa situação de merda. É um facto incontestável. E sabê-lo, presenciá-lo, ouvi-lo e senti-lo é incontestavelmente uma grande merda.

Neste país de merda, os nossos governantes, todos eles uns merdas, só fazem merda. São portanto governantes de merda. De merda são também as suas políticas, ideias, atitudes e as merdices que engendram diariamente. Neste país de merda, os políticos ganharam hábitos de merda, sendo um deles mandar ininterruptamente os portugueses à merda. Nós, há muito numa situação de merda, obedecemos a todos estes merdas, às suas merdas e merdices, e, sem olhar para trás, seguimos em frente, vamos à merda, quando, deixando-nos de uma vez por todas de merdas, devíamos ser nós a mandá-los a todos eles à merda. Coragem de merda, a nossa. Isto é uma merda.

Neste país de merda, os portugueses, merdícolas que têm uma vida de merda, um trabalho de merda e um ordenado de merda, que têm pensões de merda e subsídios de merda, há muito estão fartos de tanta merda. A culpada é da crise, dizem os nossos políticos de merda. A crise é uma merda, uma merda que origina muitas outras merdas: desemprego, pobreza, miséria, desigualdade, violência. O desemprego é uma merda, a pobreza é uma merda, a miséria é uma merda, a desigualdade é uma merda, a violência é uma merda. A vida neste país de merda, em resultado de tanta merda, há muito ganhou o estatuto de merda. Isto tudo é realmente uma merda – uma autêntica merda.

Neste país de merda, nunca como agora se viu suceder tanta merda: é merda atrás de merda, acaba uma merda logo vem outra, avaria uma merda logo é substituída por outra. Neste país de merda, faltam muitas coisas, mas merdas não faltam. Isto é verdadeiramente uma grande merda, de uma merdice que deixa qualquer um na merda. Que grande merda, toda esta merda. Merda! Merda!

Pergunto-me: neste país de merda, quantas mais merdas serão ainda necessárias ocorrerem para mandarmos definitivamente tudo isto à merda?

Somos uns merdas. Isto, em muitos países, há muito já tinha dado merda. E da grossa.

In “CONFIDÊNCIAS DE UM PORTUGUÊS INDIGNADÍSSIMO”

dinismoura