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Padre luso-venezuelano assassinado à porta de casa

Um grupo de desconhecidos assassinou esta quarta-feira, a tiro, um padre luso-venezuelano, no Estado venezuelano de Cojedes, a 270 quilómetros a sudoeste de Caracas.

Segundo disseram à agência Lusa fontes da comunidade portuguesa local, o padre, de cerca de 40 anos de idade, foi assassinado “nas proximidades da Igreja São João Baptista, em São Carlos”, no Estado de Cojedes e teria sido baleado “depois de opor resistência” a um assalto.

Segundo a rádio local Class 98.7 FM Notícias, a vítima tinha participado “numa reunião com vários anciãos” daquela localidade e “ao sair da casa paroquial, foi intercetado pelos criminosos”.

“Faleceu pelas 0h15 horas locais (5h15 horas em Portugal continental)”, segunda a Class 98.7 FM Notícias.

Entretanto, residentes em Cojedes denunciaram aos jornalistas que os apagões elétricos e a falta de iluminação nas ruas daquela localidade têm facilitado a presença e ataques de criminosos.

Na Venezuela, são frequentes as queixas sobre a insegurança no país, situação que afeta tanto cidadãos nacionais como estrangeiros.

Segundo a imprensa e as redes sociais, várias igrejas têm sido roubadas desde que em março último a Venezuela entrou em quarentena preventiva da covid-19, algumas delas por terem ficado mais expostas devido à ausência de fiéis e sacerdotes nas suas instalações.

Sinos, cálices, copos de cristal para as celebrações eucarísticas, equipamentos de som, objetos de valor e até tanques de água, são alguns dos objetos roubados pelos criminosos em distintas igrejas.

Em finais de agosto último, desconhecidos roubaram a Ermida de Nossa Senhora de Coromoto e Fátima, sede da Missão Católica Portuguesa de Caracas, causando danos materiais e subtraindo alguns objetos de valor.

O cónego Alexandre Mendonça, diretor da Missão Católica Portuguesa de Caracas, passou a noite acordado, desde a casa paroquial (um anexo da Igreja), ouvindo os criminosos dentro do templo e temendo pela sua integridade física.

A comunidade portuguesa local, em particular do Centro Português de Caracas, uniu-se e realizou obras de recuperação dos danos físicos à igreja e reforçou as grades existentes, para impedir novos assaltos à Ermida.