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Os loucos devem estar deuses

Republican presidential nominee Donald Trump answers Democratic presidential nominee Hillary Clinton during the second presidential debate at Washington University in St. Louis, Sunday, Oct. 9, 2016. (AP Photo/John Locher)

Para quem esperava que Donald Trump teria neste debate com Hillary Clinton, a sua lura, tal não aconteceu.

A nefasta conferência de imprensa que Trump deu duas horas antes do debate, com mulheres que se designavam vitimas sexuais de Bill Clinton e que se previa dominar ou denegrir o debate, não teve relevância, e marchou por outros destinos como a brejeirice, sem debate político.

Ante uma Hillary que não esteve ao seu próprio nível, mas que mesmo assim ganhou o debate, não consegue ainda descolar em percentagem de Trump.

O debate foi cinzento e pesado. Nem por ser protagonizado por uma mulher foi mais leve e colorido.

Um debate em que nem o cumprimento manual teve lugar, como teve no primeiro, previa-se um debate quente. Mas não.

A arena foi palco dum espectáculo político muito pouco assertivo e não foi mais que uma montra de exposições ridículas tendo Trump a deambular perdido na arena, sobretudo quando não falava e mostrava o seu aspecto animalesco, suportando-se na cadeira que cada um teve de suporte, sem se sentarem.
Este tipo de debates parecem mesmo, mesmo servir só o espectáculo.

Não deixa de ser triste que continue a ver-se nos polícias do mundo – os EUA, ideias e actores tão desprestigiantes, que podem vir a influir directamente na nossa vida.

Nem em Portugal há políticos tão mal preparados e que continuem a ter corridas políticas se mais não houver do que vários e variados interesses. É um perigo o que um homem como Trump – supondo por absurdo que ganhasse, poderia trazer ao mundo.

Lembro-me de ouvir que para o fim do mundo tudo se havia de ver. Não venho aqui trazer alguma profecia, mas notar que assim o mundo por fim muito tem para ver.

Continuo a pensar: os deuses devem estar loucos.

Mário Adão Magalhães  016/10/10  04, 20h

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).
Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.