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Os gatos

Venha a noite que vier

os olhos dos gatos

círios de liberdade

brilharão no escuro.

Misteriosas criaturas

veneram o silêncio,

os encantos e agruras

dos seus antepassados.

Caudatos errantes

saltam vedações

percorrem os caminhos velados

deixam pegadas nos corações.

Quem me dera ser como os gatos

reconhecer os ratos,

brincar com as borboletas,

possuir sete vidas!

E quando a dúvida e o medo

de mim tomarem conta

levando-me acaso a cair,

saber eu prosseguir

com a felina dignidade

de cair de pé.

Daniel Bastos, “A velha armadura de Dom Quixote de La Mancha”, in Terra.

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