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Ontem encomendaram-me um livro

Ontem encomendaram-me um livro. Seria mais uma venda mas não era um venda qualquer, tal como todas outras, no entanto havia algo de especial. A encomenda foi feita pela mãe do meu amigo Pedro Gama.

Infelizmente o Pedro faleceu, deixou-nos mais cedo, deve estar num lado qualquer a organizar um encontro e depois tirarmos um fotografia de grupo e eu não posso faltar e dar-lhe um grande abraço.

O livro será dedicado ao Pedro e à mãe, que também é minha amiga e será autografado pelo Manuel da Gaita, o meu “alter ego”, o meu Lado B.

Isto não sairia daqui, ficaria entre mim e a São, mas motivou-me para algo que me toca bastante: o Manuel da Gaita. O Manuel da Gaita fui eu durante alguns anos e muitos tratavam-me por Sr. Manuel, Manuel ou Dr. Gaita, queriam lá saber do Pedro Guimarães.

Já muitas pessoas me tinham motivado para isso, para escrever um livro sobre o “Manuel da Gaita e suas histórias, mas também sobre o consultor sentimental “Dr. Piolho Paixão”, a petulante “Cinderela Andrade” ou sobre o anão “Damião”. Mas foi o empurrão que faltava. Para mim o “Manuel da Gaita” estava falecido, mas tenho que reconhecer que os falecidos nunca morrem enquanto residirem na nossa memória. Decidi isso ontem.

Não será um regresso ao passado, apenas um livro com as histórias selecionadas dos blogues onde tive o prazer de participar e do Twitter. Nalgumas terei que explicar o contexto até de como apareceu o nome de Manuel da Gaita.

Como é lógico, ao contrário das outras, será um edição limitada porque decorre num contexto muito próprio, envolve fotos e fotomontagens e nem todos quererão comprar porque nem faz muito sentido.

Tenho que fazer uma homenagem ao Tourigo, que era a minha noiva e falar da famosa viagem a Fátima que fizemos. Foi uma peregrinação a pé passando por todas as casas de alterne e escrevendo à moda do “José Quitério”.

Obrigado São.

 

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