A organização não-governamental portuguesa Oikos foi distinguida pela UN-Habitat, agência das Nações Unidas para os assentamentos humanos, pela qualidade e eficácia dos modelos de construção resiliente ao clima desenvolvidos em Moçambique, com forte envolvimento das comunidades locais.
De acordo com a AICEP, Oikos recebeu dois certificados de excelência pelo trabalho realizado em escolas da província de Sofala, sendo reconhecida pela melhor infraestrutura construída com materiais mistos e pelo melhor processo de inclusão e participação comunitária.
Cerca de 40 por cento da mão de obra local envolvida foi feminina, um aspeto que reforça a apropriação comunitária dos projetos e o seu impacto a longo prazo.
A intervenção abrangeu seis distritos da zona de desenvolvimento sustentável de Gorongosa e resultou na construção de 22 escolas, com um total de 127 salas de aula, beneficiando mais de 15 mil alunos e 140 professores.
O projeto combinou técnicas de construção adaptadas às alterações climáticas, capacitação local e envolvimento ativo das comunidades, numa das regiões mais vulneráveis a riscos climáticos extremos.



“Cada passo foi feito lado a lado com as comunidades, garantindo apropriação, confiança e sustentabilidade. E é por isso que estas menções honrosas são mais do que prémios: são a prova de que quando trabalhamos juntos, transformamos vidas.”, lê-se na publicação feita nas redes sociais da ONG portuguesa.