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OGBL apela a todos os trabalhadores para que participem na sua Festa do 1º de Maio

© OGBL

A OGBL decidiu que o 1.° de Maio será o primeiro ato pela luta para o aumento do salário mínimo e pela defesa do direito dos trabalhadores de exigir um salário que nos permita viver dignamente, e não apenas sobreviver, no Luxemburgo.  No entanto, as ações de sensibilização em cima de pontes das autoestradas e a distribuição de panfletos nas ruas, estações e junto a empresas para a apelar à mobilização para o 1.° de Maio começaram logo após a Páscoa. 

Resumo da situação: O Governo decidiu, mais uma vez, unilateralmente que não haverá um aumento estrutural do salário mínimo social. E fê-lo sem negociar com os sindicatos, como é o costume e respeitando o diálogo social no Luxemburgo desde os anos 1970. Não é só com os sindicatos que o Governo rompe, é com o chamado “modelo social luxemburguês” que existe entre parceiros sociais e que tem permitido a paz e a coesão sociais há mais de 50 anos neste país.

A OGBL constata, assim, que o Executivo não tem, portanto, em conta a realidade do custo de vida, que se está a tornar demasiado elevado para muitos trabalhadores, que já não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente para viverem dignamente. Um custo de vida que é impulsionado não só pela instabilidade económica e política global atual, mas sobretudo e também desde sempre pelos preços exponenciais dos preços do imobiliário.

OGBL defende salário que permita viver dignamente

No seu discurso na Festa do Trabalho e das Culturas, no próximo 1.° de Maio, a presidente da OGBL, Nora Back vai exigir a dignidade através do salário. No Luxemburgo, um (1) em cada sete (7) trabalhadores vive na pobreza. A OGBL defende que devemos poder viver decentemente do nosso trabalho sem depender de ajudas sociais. O salário deve ser o justo reconhecimento dos esforços de um trabalhador ou de uma trabalhadora. 

O patronato diz que entende que com o salário mínimo atual não seja possível viver no Luxemburgo. E sugere ao Governo atribuir mais ajudas sociais aos trabalhadores com baixos rendimentos. Mas, analisemos bem a situação, essa solução equivale a ir buscar mais dinheiro ao erário público, ou seja, ao bolso de todos nós. Portanto, o que o patronato propõe é que sejamos nós que nos aumentemos a nós mesmos, quando são as grandes empresas e multinacionais que pagam míseros impostos ao Estado e faturam milhões e milhões em lucros vergonhosos. É esse dinheiro que é preciso redistribuir melhor, é o que defende a OGBL desde sempre! 

Salário mínimo precisa chegar aos 3.000 euros

A OGBL defende sobretudo que são necessários, pelo menos, mais 300 euros no salário mínimo social para se poder viver com dignidade no Grão-Ducado. Para garantir um salário mínimo adequado, é indispensável um aumento estrutural de 12%, ou seja, cerca de 300 euros, se tomarmos em conta o salário mínimo não qualificado, que se eleva atualmente a 2.703,74 euros brutos/mês. Ora, é precisamente isso que exige uma diretiva europeia ao referir-se a salários mínimos adequados ao nível de vida de cada Estado-membro e que devem rondar os 60% do salário mediano desse país. 

No entanto, o Governo luxemburguês faz as contas ao salário mediano, sem incluir certos salários com bónus, nem os salários com 13°mês, e avança apenas em aumentar o salário mínimo pela metade, cerca de 6,3%. A OGBL denuncia essa forma de calcular e exige, pelo menos, mais 12% de aumento no salário mínimo. 

Não toques no meu índex!

A OGBL relembra ainda que a manipulação ou a supressão da indexação automática dos salários e das pensões, o chamado “índex”, também não é negociável! A OGBL quer assim proteger o poder de compra dos trabalhadores. Um ataque ao índex já está a ser preparado pelo patronato e pelo Governo. A OGBL recusa qualquer manipulação do mecanismo que protege o nosso poder de compra e recorda que esta é a linha vermelha a não ultrapassar.

Ao atacar o salário mínimo e o índex, o alvo é atacar os salários de todos os trabalhadores. Após dois anos de ataques cerrados aos direitos e conquistas sociais e laborais dos trabalhadores, chegamos a um ponto de viragem, avisa a OGBL. Por isso é que juntos, no 1.° de Maio, temos de mostrar que temos força, que estamos unidos, e que não vamos recuar para defender os nossos salários e a nossa dignidade.

A OGBL marca encontro com todos os seus membros, militantes, simpatizantes e todos os trabalhadores e trabalhadoras na sexta-feira, 1.° de Maio, na Abadia de Neumünster, em Luxemburgo-Grund, para a nossa habitual Festa do Trabalho e das Culturas. Há 20 anos que organizamos o nosso 1° de Maio em Neumünster. 

O discurso da presidente da OGBL, Nora Back, está previsto para as 10h15. O acompanhamento musical durante o dia é assegurado pelas bandas The4, Zero Point Five e Dream Catcher. Estarão presentes, como habitualmente, expositores de associações parceiras, um stand do Departamento dos Imigrantes da OGBL, bem como várias bancas de cozinha internacional que propõem pratos típicos de Cabo Verde, Portugal e outros países. 

A OGBL apela à máxima participação de todos. Venham numerosos. Vem e traz um amigo também!

Agenda OGBL:

– 1.° de Maio: Festa do Trabalhador e das Culturas da OGBL na Abadia de Neumünster, em Luxemburgo-Grund. Discurso da presidente da OGBL, Nora Back, às 10h30. Música durante o resto do dia com as bandas The4, Zero Point Five e Dream Catcher. Haverá os habituais expositores de associações parceiras e também várias cozinhas internacionais com pratos típicos de Cabo Verde e Portugal. O Departamento dos Imigrantes da OGBL também terá um stand no certame. Passe por lá.  

– 16 de maio, 16h-20h, Jornada de informação para a comunidade brasileira nas instalações da OGBL na cidade do Luxemburgo. Organizado pelo Departamento dos Imigrantes da OGBL e o Consulado Honorário do Brasil no Luxemburgo, para responder a questões sobre direito social e leis do trabalhos, esclarecimentos sobre trâmites administrativos, regularização, ‘carte de séjour’ e residência. 

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>> A OGBL informa e explica. 

>> A OGBL é o sindicato n.°1 na defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e dos reformados portugueses e lusófonos. Para qualquer questão, contacte o nosso Serviço Informação, Aconselhamento e Assistência (SICA), através do tel. 26 54 37 77 (8h-12h / 13h-17h, de segunda a sexta-feira). 

>> Pode também contactar os dois secretários centrais do Departamento dos Imigrantes da OGBL: 

– Sónia Neves (, tel. 540545-208) e 

– José Luís Correia (, tel. 540545-245). 

>> Para mais informações: www.ogbl.lu 

>> Para se tornar membro: hello.ogbl.lu

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