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O tio maluco

Está tudo muito tenso, está tudo mal disposto. Como não sei contar anedotas, não serei de grande préstimo. Como sou o “tio maluco” para os meus sobrinhos, tal como o tio Gens foi o maluco para mim.

Tinha um lago com pequenos barcos a motor e moía-me a paciência sempre que o visitava para brincar com os barcos, explorar o sótão da casa onde vivia e depois desces ao rés do chão onde havia uma tipografia que parecia a casa das magia.

Havia maquinas com formato de homem que escreviam, sempre a mesma coisa.

Éramos vizinhos, a casa ao lado do meu tio era onde eu vivia. Quando estava a esbelta Gloria, que tomava conta de mim, levava-me a um recanto onde namorava com um tipo casado que trabalhava na tipografia. Eu não podia contar nada a alguém porque era o nosso segredo, em contrapartida, eu atirava caroços de azeitona ao fulano e todos nos riamos.

Enfim… Até os meu sobrinhos andam mal humorados.

 

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