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O remedeio tão português

“MOTOR DO AVIÃO DA TAP QUE EXPLODIU EM 2014 TINHA 370 VOOS A MAIS”

O português, sempre com o seu estilo de remediar as coisas, pensando que o que de mau tiver que acontecer a ele, não acontece, acontecendo, antes, aos outros.

Isto de sobrecarregar os pneus do automóvel é deveras, indiscutívelmente perigoso. Não tem desculpa. Mas o perigo que daí advier não passa da estrada abaixo ou quando muito duma ravina.

Se for com um avião uma falha, qualquer que seja ela, o destino é mesmo estatelar-se no chão ou nos oceanos.

Agora saem informações das causas que levaram um avião da TAP, em 2014, a abortar o voo antes do segundo minuto após o levantamento, na zona de Camarate, em Lisboa, bem junto ao Aeroporto Humberto Delgado,” libertando detritos que atingiram vidros de carros e casas”.

A investigação concluiu que o motor da aeronave “tinha fissuras e mais voos do que o limite apontado pelo fabricante”, mas “por questões relacionadas com os contratos com os diversos operadores ou disponibilidade” não foi possível proceder à sua reparação.

O portuguesismo evidenciou-se à mesma. As recomendações do fabricante indicavam o limite de segurança com sensivelmente três mil e setecentos levantes, mas o motor já ia em quatro mil e setenta voos, Mais trezentos e setenta voos que o previsto.

Depois elas acontecem-nos a nós.

Mário Adão Magalhães, 016/06/16 22, 31h

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).
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