
…é mais um daqueles dias, dos que não gosto por serem estereotipados e com forte pendência comercial. Mas como diz Miguel Torga, temos que ajoelhar quando passa a procissão e entrar na onda, digo eu, para não sermos marginalizados.
Neste sentido, e porque o meu pai apesar de ter perecido há décadas, ele continua diariamente na minha memória, presente.
Posto isto, na sequência do escopo do meu texto, não adianta escalpelizar muito, mas continuar a lembrá-lo todos os dias, sem saber onde está nem para onde hei-de direccionar a minha a memória.
Mas centro-a namesma naquilo que sempre foi a memória do meu pai. Exactamente memória, lembrança, ter presente o seu rosto. Sobretudo a sua humildade e honestidade.
Sem querer ser tomado por bota-de-elástico, entendo que cada filho deverá lembrar e experimentar o seu pai – se o tiver ao alcance – naquilo que ele tenha de melhor, e do que não tiver tão bom, se for possível, ajudá-lo e orientá-lo. Pois é isso a vida, o lar harmonioso, o núcleo da família. De onde tudo emerge.
Mário Adão Magalhães 016/03/19
