De que está à procura ?

Motores

Neuville ganhou Rali de Portugal. Araújo volta a ser o melhor piloto “da casa”

© lusa

O piloto belga Thierry Neuville (Hyundai i20) venceu a 59.ª edição do Rali de Portugal, sexta ronda da temporada, repetindo um triunfo conquistado pela primeira vez em 2018.

O campeão mundial de 2024 herdou o comando à entrada para a última especial após um furo do francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), garantindo o triunfo com 16,3 segundos de vantagem sobre o sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) e 29,1 sobre o britânico Elfyn Evans (Hyundai i20).

“Esta é uma vitória muito especial, sobretudo depois do que aconteceu na Croácia e das dificuldades que tivemos. Não apenas para mim e para o Martijn, mas também para toda a equipa. Estivemos sempre num bom ritmo, nada foi realmente perfeito, mas conseguimos superar tudo. Tenho a certeza de que vamos ter uma grande noite”, exultou o piloto belga, de 37 anos, no final da prova lusa.

Esta foi a primeira vitória de Neuville e da Hyundai desde o Rali da Arábia Saudita, no final da temporada passada e surge um mês depois de ter perdido, na última especial, o Rali da Croácia, quarta ronda de 2026, ao sofrer um despiste quando liderava com mais de um minuto de vantagem.

Desta vez, a história foi inversa, com o belga a herdar um triunfo que parecia encaminhado para Ogier, o recordista de triunfos em terras lusas, com sete.

O piloto gaulês, campeão mundial em título, entrou para este último dia da prova lusa na liderança, com 21,9 segundos de avanço para Neuville. O belga ainda recuperou 7,6 segundos logo na primeira especial deste domingo, em Vieira do Minho.

Ogier acordou e na primeira passagem por Fafe recuperou três segundos. Liderava, na altura, com 17,3 segundos de avanço e parecia ter a vitória controlada.

Mas a segunda passagem por Vieira do Minho trouxe o último golpe de teatro no Rali, com o finlandês Sami Pajari (Toyota Yaris), primeiro, e Sébastien Ogier, depois, a furarem logo no início da especial.

Com os cerca de dois minutos perdidos para trocar as rodas, afundaram-se ambos na classificação.

“Hoje devíamos ter vencido. Há coisas que não conseguimos controlar, mas tudo o que esteve no nosso controlo, fizemo-lo bastante bem. Mas tivemos azar”, desabafou o nove vezes campeão mundial.

Ogier terminaria a prova lusa em sexto, a 1.26,6 minutos, com Pajari em sétimo, a 2.50,9.

A única consolação foi ter sido o piloto com o maior salto em Fafe, com um voo de 29 metros, tantos quantos conseguiu o japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris), com Elfyn Evans em terceiro, com 27.

O francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20), que foi o primeiro líder da prova, terminou o rali a vencer a especial final e a somar os cinco pontos pela vitória na ‘power stage’, batendo Neuville por meio segundo. Evans foi o terceiro, Solberg o quarto e Ogier o quinto.

Solberg somou os cinco pontos do Superdomingo, batendo Evans por 4,2 segundos e Fourmaux por 4,3. Segue-se Katsuta e Neuville.

Esta foi a 23.ª vitória da carreira de Thierry Neuville que, mesmo assim, é apenas sétimo no campeonato. O líder continua a ser Elfyn Evans, que aumentou a vantagem de dois para 12 pontos sobre o segundo classificado, Takamoto Katsuta. Evans tem 123 pontos contra os 111 do japonês. Oliver Solberg é terceiro, com 92.

No Mundial de Construtores, a Toyota lidera, com 311 pontos, contra os 218 da Hyundai.

No WRC2, a vitória sorriu ao finlandês Teemu Suninen (Toyota Yaris), navegado pela influencer Janni Hussi, que bateu o compatriota Roope Khoronen (Toyota Yaris). O espanhol Jan Solans (Skoda Fabia), que seguia na segunda posição, saiu de pista na primeira passagem por Fafe e desceu ao quarto lugar.

No campeonato, três pilotos estão empatados na primeira posição, com 52 pontos: Yohan Rossell (Lancia), Léo Rossell (Citroën) e Roope Khoronen.

O italiano Matteo Fontana (Ford Fiesta) venceu entre os WRC3 e o turco Ali Turkhan (Ford Fiesta) entre os Juniores.

Armindo Araújo (Skoda Fabia) foi o melhor dos pilotos nacionais que terminaram a 59.ª edição do Rali de Portugal, este domingo, um feito que alcançou pela 15.ª vez na sua carreira, oitava consecutiva.

Armindo Araújo, que na sexta-feira sofreu uma penalização de 2.40 minutos após uma avaria elétrica o ter atrasado à saída da Exponor, em Matosinhos, fechou a prova lusa no 24.º lugar da geral, 12.º entre os WRC2, bateu Paulo Neto (Toyota Yaris) e Tiago Silva (Skoda Fabia).

“Foi um rali bastante duro com condições climatéricas bastante adversas. Foi um grande desafio, gostei muito de ter participado. Estarmos aqui para podermos arrancar é uma grande vitória”, disse o piloto de Santo Tirso, navegado por Luís Ramalho.

Paulo Neto foi o segundo dos portugueses, mas venceu entre os pilotos de Masters (veteranos).

“Tivemos de andar com muito cuidado, o que é pena, porque não pudemos desfrutar do rali como gostaríamos”, começou por dizer o piloto do Toyota.

Brincando que a categoria dos Masters corresponde aos “idosos mais rápidos”, admite que a vitória é algo que já perseguia “há dois ou três anos”.

Hélder Miranda (Peugeot 208) foi o quarto português a terminar e último resistente dos 14 que iniciaram a prova, na quinta-feira.

TÓPICOS

Siga-nos e receba as notícias do BOM DIA