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Neste Lafões nasci

Neste Lafões nasci, aqui vivo

Mas não te iludas, não sou fera

Nem glorioso lumbago, nem cativo,

Quisera eu, que fosse sempre aqui meu lugar.

Mas vejo Lafões parado no tempo

Por isso eu canto, mas não grito,

Se alguém me quiser consultar

Estou aberto, olhos nos olhos

Sem silencio ou contratempo.

Eu nunca traí o meu Lafões

Mas não espero o chicote nas costas,

Nem quero festas na barriga.

Aqui nesta terra ninguém me diz

O que sou, o que faço e os meus limites,

Aqui ninguém me põe a pata em cima.

Por isso por ti falo meu amigo

E ninguém sabe, mas por ti morro

E respiro o que nada me pode limitar

As vinhas, os vales e também a mágoa

E por vezes Lafões também é deserto

Quando o dialogo falta, e pouco se fala claro.

Mas Lafões passeia num rosto de um poeta

Que abre corredores entre as marés

Da ignorância, da iliteracia e da apatia.

Mas foi neste Lafões que nasci e habito,

E será aqui que divulgarei a poesia

Que é a linguagem primordial

E fundamento de um povo.

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