
Não há palavras!
Apenas silêncio!
Não trago no peito o peso do ódio dos homens, nem a fé dos que matam sem piedade, não conheço o dicionário das palavras negras, amargas
Mesmo assim
Não são de ternura os meus pensamentos.
Os meus filhos questionam-me
Inquietos
Procuram respostas para entender a barbárie, não vejo no seu olhar a sombra do pânico
Clamam respostas para um mundo à deriva, sangrento.
São de sombras os meus silêncios
O pranto jorrando das minhas mãos, a visibilidade de uma inquietude silente
A incompreensão
A falta de entendimento do mundo
Dos homens!
São de silêncio os meus dias
E de sombras as minhas noites.
