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Nacionalidade portuguesa de Abramovich está a ser investigada

O processo de naturalização em tempo recorde do russo Roman Abramovich, que agora tem a cidadania portuguesa, motivou a abertura de um inquérito interno no Instituto de Registos e Notariado (IRN).

Esta investigação interna inicia-se no âmbito da polémica com naturalização “relâmpago” de Abramovich ao abrigo da Lei da Nacionalidade de judeus sefarditas.

O processo de obtenção da cidadania portuguesa terá decorrido de forma mais rápida do que o habitual, o que levantou dúvidas.

Agora, o IRN está a investigar e “já terá ouvido vários trabalhadores e também entidades externas sobre este caso”, segundo avança a Rádio Renascença.

Contudo, o caso de Abramovich não será único e haverá outros processos de descendentes dos judeus sefarditas, sobretudo da comunidade judaica do Porto, a levantarem dúvidas.

A presidente da associação Transparência e Integridade, Susana Coroado, admite, em declarações à Renascença, que pode estar a haver “falta de controlo”. Por isso, sugere uma “auditoria interna” para analisar se poderá haver eventuais “falhas nos procedimentos” adoptados.

À Renascença, Susana Coroado também refere que os processos que levantam reservas no IRN são, habitualmente, aprovados após análise do Ministério da Justiça.

A naturalização portuguesa de Abramovich foi consumada em Abril de 2021 em tempo recorde. O facto de o russo que é dono do Chelsea, clube de futebol inglês, ser uma figura próxima do presidente da Rússia, Vladimir Putin, também apimenta as dúvidas.

O opositor de Putin, Alexei Navalny, acusou Portugal de receber subornos no âmbito do processo.

Abramovich obteve a cidadania portuguesa depois de o Reino Unido não lhe ter renovado o passaporte no seguimento do incidente diplomático com a Rússia, após o a morte de Sergei Skripal por envenenamento.

A nacionalidade portuguesa permite a Abramovich movimentar-se à vontade na União Europeia.