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Museu da Emigração vai ter dotação orçamental

O deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, manifestou a sua satisfação por a criação do Museu Nacional da Emigração ter, pela primeira vez, expressão orçamental, mesmo que de forma indireta, já que a referência que existe no Orçamento de Estado para 2021 é a de que o Governo vai “mapear a rede de espaços museológicos especificamente dedicados à diáspora, em articulação com os municípios”.

Neste sentido, Paulo Pisco, que interveio na audição para discussão do Orçamento de Estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, abordou a questão da importância do projeto e quis saber se estava a haver articulação com a Câmara Municipal de Matosinhos, onde ficará o museu, que terá o nome de “Cais das Migrações”. O museu ficará instalado numa antiga fábrica conserveira, adaptada com um projeto do prestigiado arquiteto Souto Moura e financiado com fundos comunitários, numa candidatura que já está aprovada, conforme confirmou a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes.

Berta Nunes confirmou também que o projeto mapeamento está a ser feito em articulação com a Câmara de Matosinhos, com quem disse ter já reunido várias vezes. Esclareceu ainda que está a ser terminado “o levantamento dos espaços museológicos em Portugal e no estrangeiro, tendo sido enviado a todas as câmaras municipais um mail neste sentido, para poder ser feita uma rede dos espaços da emigração”. Paulo Pisco referiu espaços museológicos ligados à emigração como elementos centrais, designadamente os que existem em Fafe, Melgaço, Ribeira Grande e Sabugal.

Está também em curso, conforme disse, um trabalho conjunto com o Turismo de forma a tentar perceber melhor o potencial que as comunidades representam para a atratividade deste projeto.

Na sua intervenção, Paulo Pisco recordou que a criação do Museu Nacional da Emigração foi aprovada na Assembleia da República em maio de 2017, num Projeto de Resolução de que foi o primeiro subscritor, aprovado com os votos de todos os partidos, com exceção do CDP, PCP e PEV, que se abstiveram.

O deputado considerou muito importante que o projeto esteja a andar, não apenas por ser uma forma de dignificar e aproximar as comunidades do nosso país, mas também pelo seu considerável impacto económico por via do turismo que tem potencial para atrair, muito particularmente, centenas de milhar de portugueses residentes no estrangeiro e lusodescendentes. Fez ainda referência ao anterior Secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, que então considerou que o Museu Nacional da Diáspora “era um objetivo nacional”.