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Mundial de andebol: duas equipas que se respeitam enfrentam-se este domingo

Os laterais Gilberto Duarte e Alexandre Cavalcanti sublinharam o respeito existente entre Portugal e França para o embate decisivo do grupo III da ronda principal do Mundial de andebol, entre duas seleções com “bom nível”.

“As duas seleções estão num bom nível neste momento, a nível de força e performance. Vai ser um jogo de decisões. Eles [França] têm a mentalidade que vai ser um jogo difícil, há muito respeito entre ambos”, observou Gilberto Duarte, em conferência de imprensa realizada através da Internet.

O lateral que atua nos franceses do Montpellier revelou já ter começado a ‘picar’ alguns colegas de equipa acerca do duelo de domingo, “uma brincadeira só para animar a coisa”, e recusou a ideia de os gauleses se apresentarem mais relaxados na partida, por terem a possibilidade de perder e assegurar na mesma o apuramento.

“A França não é uma equipa que pensa dessa forma. Ninguém aqui vai pensar na derrota. Todas as equipas estão cá para ganhar todos os jogos. Se pensarem nisso, corre mal. Não acredito que estejam a pensar nisso. Nós também só estamos a pensar na vitória”, frisou.

Gilberto Duarte tem efetuado boas prestações no Mundial, assentes nas estatísticas que o colocam como um dos melhores defensores da prova até ao momento, com o andebolista de 30 anos a expressar vontade em “dar tudo” o que tem neste “sonho com sentimentos mistos”, por faltar “o público e o ambiente de festa”.

“O meu papel aqui está a ser basicamente defensivo. Se estou limitado a esse papel, por que não dar tudo o que tenho nisso? Estar no ‘top’ três, quatro ou cinco, estar como um dos melhores defensores, para mim é igual desde que consiga ajudar a equipa, que é o que realmente importa. Se tiver de defender, vou defender com tudo o que tenho”, disse.

Já Alexandre Cavalcanti reforçou a dificuldade do encontro com a congénere francesa, acreditando que vai ser discutido “taco a taco” e “decidido nos pormenores”, sabendo que Portugal apenas depende de si para garantir o apuramento, pois admite estarem a contar com o triunfo da Noruega no duelo escandinavo com a Islândia.

“Estamos na posição ideal. Falta um jogo para acabar a ronda e só precisamos de nós. É onde queremos estar e estamos por mérito. Temos feito boas exibições, ganhámos todos jogos, menos um. Jogamos muito bem como equipa e, se jogarmos assim contra a França, podemos ganhar”, garantiu.

O lateral de 24 anos, que representa o Nantes, também de França, considera que as duas seleções “têm jogado um andebol rápido” e “querem chegar longe”, cifrando o objetivo luso no pódio: “Temos a decisão nas nossas mãos e temos de ser malucos ao ponto de pensar nas medalhas”, afirmou.

Portugal, em igualdade pontual com a Noruega no segundo posto, com seis pontos, e França, líder do agrupamento, com oito, defrontam-se no domingo a partir das 19:30 (hora de Lisboa), no último jogo da ronda principal do Mundial de andebol, que se realiza no Egito, apurando-se para os quartos-de-final os dois primeiros classificados de cada grupo.