
Lembro-me perfeitamente que há cinco anos, as empresas usavam e abusavam do nome José Mourinho. Era o ícone daquele momento como profissional exemplar: rigoroso, implacável, competente. O exemplo de profissional exemplar José Mourinho até chegou a competir com as comparações mais clichés de sempre, embora não conseguisse bater a já clássica: Fiat vs Ferrari. Todavia, o exemplo José Mourinho ficou esquecido na gaveta esta época.
É conhecimento público que as coisas não estão a correr da melhor forma para o “Special One”. Contudo era neste preciso momento que as empresas deveriam apostar no seu exemplo. Não há melhor prova do que a nova fase de Mourinho: por mais competente que sejas, nem sempre as coisas funcionam como desejas. Por mais dedicado que sejas no trabalho, por mais horas que faças e uses o rigor como padrão, podes falhar. Os resultados podem não aparecer.
As empresas também na deveriam apostar nesta nova fase de José Mourinho, pois tenho a certeza que motivaria muitos funcionários – que em tempos foram grandes, mas foram sendo desvalorizados.
Ao contrário de muitas empresas, o Chelsea é um também um clube (empresa) exemplar (pelo menos até ao momento). Apesar da péssima época desportiva que José Mourinho tem desempenhado, o clube continua a depositar confiança no profissional que já ofereceu muito ao clube.
As empresas neste período também podiam optar por dar este exemplo em palestras de motivação e se possível, torná-lo o exemplo mais cliché de sempre.
