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Moniz Pereira, réquiem

Lembro-me, quando em 1976, o meu irmão me deu uma revista cujo titulo não lembro, mas falava essencialmente do Professor Mário Moniz Pereira e aquele que viria a ser campeão olímpico, Carlos Lopes.
Foi o meu primeiro contacto com os dois. Guardei a revista muito tempo, creio que até ficar desfeita de tanto a ler.

Moniz Pereira não havia, jamais de sair dos meus interesses, e mais que o desportista, o treinador, o atleta, vi um homem muito bom, culto, modesto, e humilde, mas cativante até pelo seus sorriso e rosto cândidos.

Moniz Pereira, soube eu, estava disponível para a comunicação social, falando de toda a ampla sorte de temas que a sua sabedoria e galhardia ele dominava.

Mas não. Não se aproveitou, como a muitos outros, um tal Manoel de Oliveira, antes ainda, Professores Agostinho da Silva, Emídio Guerreiro, doutor Mário Vale. Isto para falar em veterania entre os veteranos.

As Televisões, mesmo aquelas que pagamos, preferem usar dias inteiros, incluindo os fins de semana onde mostram carne branca, pendurada – o talho, e as inúmeras vozes esganiçadas e monocórdicas. Que não são mais nem menos a escatologia para o nosso povo e por isso não se interessa por aquilo que nunca teve – aprendi há dois dias.

Pereceu hoje, Moniz Pereira e com ele muito do nosso desporto e cultura, como o fado e os poemas que escrevia para fados, tendo mesmo ele, chegando a cantar.

Perdeu muito Portugal, que é o mesmo que dizer, quase todos nós.

Mário Adão Magalhães 016/07/31 23, 26h

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