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Mónica Lisboa: Chefiar o Consulado em Paris foi um enorme orgulho

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No seu último dia à frente do Consulado‑Geral de Portugal em Paris, a cônsul‑geral Mónica Lisboa deixou palavras de agradecimento e apreço pela comunidade e pelas instituições com que trabalhou nos quase dois anos do seu mandato. “Foi um período particularmente intenso, exigente e profundamente enriquecedor”, afirmou em mensagem dirigida aos que a acompanharam, recordando a relação de “proximidade, diálogo e colaboração” que procurou estabelecer com cidadãos, associações, autoridades locais e parceiros institucionais da vasta jurisdição consular de Paris.

Mónica Lisboa destacou o empenho em transformar o Consulado numa verdadeira “Casa fora de Casa”, expressão que usou para sublinhar a aposta num serviço consular orientado para a disponibilidade e a abertura. A diplomata disse ter procurado exercer as funções “com espírito de serviço”, valorizando as relações humanas e institucionais que se foram construindo durante o seu mandato. “Levo comigo excelentes recordações e um profundo reconhecimento pela confiança, apoio e amizade que me foram demonstradas”, concluiu.

A passagem por Paris ficará igualmente marcada por um aspeto simbólico: Mónica Lisboa foi a primeira mulher diplomata portuguesa a chefiar o Consulado‑Geral em Paris, facto que classificou como uma honra e motivo de “enorme orgulho”. Esse marco assume relevo num contexto em que a representatividade feminina nas posições superiores da diplomacia continua a ser acompanhada com atenção por observadores e profissionais do setor.

A diplomata não permanecerá muito tempo afastada da ação diplomática em centros decisórios europeus: parte para Bruxelas para assumir o posto de número dois da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia. A transição para a capital europeia representa um salto funcional e geopolítico — da diplomacia consular de proximidade à negociação e coordenação política no quadro das instituições europeias — e foi recebida por Mónica Lisboa “com entusiasmo por este novo desafio” e simultaneamente com “uma sincera e grata saudade” da etapa parisiense.

A mudança ocorre num momento em que as prioridades europeias e as questões consulares interagem cada vez mais, da mobilidade e direitos dos cidadãos à cooperação económica e cultural. A experiência consolidada no terreno consular poderá ser uma mais‑valia no trabalho multilateral em Bruxelas, onde a Representação Permanente desempenha um papel central na defesa dos interesses nacionais nas instâncias da União Europeia.

Com a sua saída, o Consulado‑Geral de Portugal em Paris encerra um ciclo que deixou sinais de reforço dos laços com a comunidade portuguesa local e com os parceiros franceses. Os agradecimentos públicos de Mónica Lisboa funcionam também como um gesto de continuidade institucional: “Até sempre – e os meus mais sinceros votos de continuação de muito sucesso pessoal e profissional”, dirigiu aos que com ela colaboraram.

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