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Momento!

Seria um momento , sem passado, sem futuro, a cristalização de um agora parado no tempo! A palavra guardada,  a metáfora do tempo que se quer único;  vivência descontinuada, fragmento de um vazio, o nada!

E suspensa numa amálgama de auroras e de crepúsculos, a vida, parada, exausta, madura.

Sentia a inércia a ocupar o corpo,  as palavras dos livros a espalhar -se pela casa.  A dor magoada e  sombria nas flores secas de outono. As rosas mortas na jarra, um poema esquecido e sublinhado de Pessoa. O cansaço de Álvaro, o paradoxo de um tempo feito de ironias.

Estas eram as palavras cristalizadas num momento , a ruptura do passado, a beleza gasosa de um tempo fugaz , líquido, efémero.

Esta era a poesia das gotas de orvalho a cortar a negritude do nada!

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