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Ministros da Defesa de Portugal e Luxemburgo em Cabo Verde para firmar cooperação trilateral

Os ministros da Defesa de Portugal e do Luxemburgo vão estar a partir de segunda-feira em Cabo Verde, onde assinarão com o ministro da Defesa do país anfitrião uma declaração conjunta sobre a cooperação trilateral.

A visita de José Alberto Azeredo Lopes e Étienne Schneider tem como objetivo “analisar e projetar as relações trilaterais, no domínio da defesa, entre esses países”, segundo uma nota do Governo cabo-verdiano.

Da agenda dos ministros da Defesa de Portugal e do Luxemburgo constam encontros de trabalho com delegações do Ministério da Defesa e do Ministério da Economia Marítima, uma visita de cortesia ao Presidente da República, visitas a unidades militares nas ilhas de Santiago e de São Vicente e a empreendimentos económicos, adianta o mesmo comunicado.

Na segunda-feira, primeiro dia da visita, após serem recebidos com honras militares à chegada do Palácio do Governo, na Cidade da Praia (ilha de Santiago), os dois ministros reunir-se-ão com o ministro da Defesa cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares.

Após um encontro entre delegações ministeriais será assinada uma Declaração Conjunta sobre Cooperação Trilateral.

Segue-se um encontro com o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, antes de uma visita ao Centro de Operações de Segurança Marítima.

O segundo dia da deslocação começa com uma visita ao Centro de Instrução Militar “Zeca Santos”, seguida de uma deslocação ao Comando da Guarda Costeira, no Mindelo (ilha de São Vicente.

Em abril, o ministro da Defesa português, Azeredo Lopes, anunciou na Covilhã que Portugal, Luxemburgo e Cabo Verde iam estabelecer um acordo de cooperação na área da Defesa.

“Portugal está a concluir as negociações para um acordo desta natureza que envolva Portugal, Cabo Verde e Luxemburgo”, afirmou então o ministro.

Durante o III Seminário IDN Jovem, uma iniciativa do Instituto de Defesa Nacional, o ministro mostrou-se a favor de relações de cooperação que envolvam mais do que um país e que sejam vantajosas para as partes.

Lembrando que o Luxemburgo tem nas suas Forças Armadas 15% de portugueses, considerou que este acordo faz sentido por diferentes razões: “Nós temos muita competência, Cabo Verde tem as vantagens de uma posição geoestratégica muito importante para Portugal e o Luxemburgo tem dinheiro e tem muitos portugueses”.

“O Luxemburgo vai financiar projetos, nós, se possível, integraremos militares luxemburgueses nas nossas missões marítimas, todos nos qualificamos e, assim, temos uma relação triangular e vamos criando relações de geometria variável que nos permitem, por exemplo, cumprir uma das opções fundamentais de qualquer política de defesa contemporânea, que é a de olharmos para o mar”, acrescentou o governante português.