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Minha caneta

Deus criou os poetas e todas as raças
E o primeiro homem trazia na genética
A poesia que exaltou nas praças
A poesia que vos escrevo tem sua ética.

A caneta que uso é velha nao me leve a mal
Dá para escrever aquilo que você lê
Escrevo todas as noites frias em Portugal.
Que sai de minha pena é aquilo que você vê.

Gosto de escrever à lareira e ao borralho
De improviso me traz boa lembranca
De leitura das cartas e do baralho
Das noites longínquas de criança.
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Esta caneta me torpedeia a imaginação
E crava no papel qualquer talento
E me aviva minha mente e coração
Esta velha caneta me dá certo alento!

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.