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Militares portugueses no Afeganistão não escapam à covid-19

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, revelou esta terça-feira que existem 58 militares infetados com covid-19 nas Forças Armadas Portuguesas, dois deles “nas forças nacionais destacadas no Afeganistão”, mas “todos com prognóstico muito favorável”.

“Nas Forças Armadas, como um todo, são 58” militares infetados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) que provoca a doença covid-19, “dos quais dois nas nossas forças nacionais destacadas no Afeganistão”, disse o ministro, em declarações aos jornalistas, em Évora.

João Gomes Cravinho destacou, contudo, que ”todos” têm “um prognóstico muito favorável” e apresentam “uma evolução muito positiva e, portanto, sem razão de preocupação”.

Questionado ainda pelos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional adiantou que, “à data de hoje”, encontram-se indisponíveis “cerca de 119 militares” das Forças Armadas Portuguesas, por se encontrarem “em isolamento”, devido à pandemia da covid-19.

“Mas é um número que tem vindo a decrescer. Já estivemos próximos dos 300, agora [são] 119”, frisou.

O governante, acompanhado do secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, que é o coordenador da execução do estado de emergência no Alentejo, assim como por vários responsáveis civis e militares, deslocou-se hoje a Évora para visitar o Hospital do Espírito Santo (HESE) e o Centro Militar de Saúde.

As duas instituições, a poucos passos de distância, estão a colaborar no combate à covid-19, já que o Centro Militar de Saúde disponibilizou 15 camas ao Hospital de Évora, que para aí já transferiu doentes não infetados com o novo coronavírus, para libertar espaço na unidade hospitalar.

Para o ministro, que disse ter querido constatar no terreno “como está a funcionar a colaboração das Forças Armadas”, neste caso do Exército, “com o sistema de Saúde para o combate à covid-19”, esta situação é de elogiar.

“Aqui em Évora temos um caso exemplar, em que este Centro de Saúde Militar está a dar apoio ao HESE para permitir que o hospital se concentre nos doentes covid-19”, destacou, aludindo ao “tremendo espírito de cooperação”, que também tem sido replicado noutros pontos do país, em diversas circunstâncias.

Durante esta pandemia, as Forças Armadas Portuguesas têm sido “extremamente capazes de se adaptarem a circunstâncias novas” e “através das formas mais variadas”, elogiou o governante que tutela a pasta da Defesa Nacional.

No âmbito do atual estado de emergência e do combate à covid-19, o HESE estabeleceu uma parceria com o Exército que permitiu criar uma Unidade de Internamento na Unidade de Saúde Militar de Évora.

Estas instalações destinam-se a doentes já com alta clínica e que aguardam vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

“Neste momento, temos oito doentes e estamos à espera de, até ao fim da semana, provavelmente, termos 15”, no Centro Militar de Saúde, revelou hoje a diretora clínica do HESE, Isabel Pita, que explicou que tudo funciona como se fosse “uma enfermaria” do hospital, que fornece os recursos humanos (uma médica, 18 enfermeiros e nove assistentes operacionais).

A colaboração foi “uma ideia magnífica” e, da parte dos militares houve uma “resposta extraordinária”, frisou, corroborada pelo major André Mateus, o médico do Exército que dirige o centro Militar de Saúde: “Estamos muito satisfeitos por percebermos que podemos ajudar”.

Portugal contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.