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Miguel Oliveira em 13º no Grande Prémio de Aragão

Miguel Oliveira (KTM) terminou em 13.º o Grande Prémio de Aragão de MotoGP, 14.ª prova da temporada, mas voltou a lutar por um lugar entre os primeiros, em nova vitória do espanhol Marc Márquez (Honda).

O piloto português, que sofreu uma lesão no ombro direito a 25 de agosto, no GP da Grã-Bretanha, e não tinha pontuado nas duas rondas anteriores do Mundial, mostrou sinais de recuperação, ao lutar pela nona posição quase até final da corrida espanhola.

Arrancando do 17.º lugar da grelha – na prática o 16.º, dada a ausência do espanhol Pol Espargaró, da KTM, por lesão -, o piloto de Almada recuperou quatro posições logo na primeira volta. À segunda, era já 11.º classificado, chegando a passar pela 10.ª posição entre a oitava e a 10.ª voltas.

A luta do português era com outras motas oficiais, como a Ducati do italiano Danilo Petrucci, a Suzuki do espanhol Alex Rins e a Aprilia do italiano Andrea Iannone.

No meio da batalha, Rins, atacado por Oliveira, quase tocava no português, depois de já ter sido penalizado por provocar a queda do italo-brasileiro Franco Morbidelli (Yamaha).

Com o passar das voltas e o desgaste físico, e dos pneus, o português da KTM foi perdendo posições, ‘recuando’ até ao 13.º posto, que manteve até final, terminando as 23 voltas a 33,063 segundos do vencedor.

“Foi uma boa corrida. Tivemos uma luta interessante com pilotos fortes, o que me deixa feliz”, comentou Miguel Oliveira, vincando que “foi difícil ultrapassar, sobretudo nas últimas voltas”.

O piloto luso mostrou-se desiludido com o resultado final, mas frisou, porém, que esteve lá “no grupo, a lutar”.

“Acreditava que tínhamos potencial para mais. Ao mesmo tempo, foi bom terminar a corrida desta forma, depois de estar duas provas sem pontuar. Agora, sinto-me mais calmo e relaxado para enfrentar as próximas rondas”, concluiu Miguel Oliveira.

O piloto de Almada somou, assim, mais três pontos no campeonato, empatando no 16.º lugar com o italiano Francesco Bagnaia (Ducati), que hoje foi apenas 16.º, com 29 pontos, a apenas três do 15.º posto de Iannone.

Apesar das batalhas que se travaram no meio do pelotão, a vitória mereceu pouca discussão para Márquez, que ganhou pela oitava vez este ano e 78.ª na carreira, num dia em que cumpriu o 200.º grande prémio.

O catalão deixou o italiano Andrea Dovizioso (Ducati) a 4,836 segundos, com o britânico Jack Miller, numa Ducati privada, a roubar o terceiro lugar ao espanhol Maverick Viñaes (Yamaha) a duas voltas do final.

Com estes resultados, Márquez chegou aos 300 pontos, tendo uma vantagem de 98 sobre Dovizioso, com apenas 125 por disputar.

A próxima corrida realiza-se na Tailândia, em 06 de outubro.