
A palavra saudade a palavra espiga
a palavra mágoa a palavra alegria,
as festas de Agosto as festas na barriga,
a horta do caldo, a horta das letras,
onde o poeta cultiva num solo fértil
o humanismo dos resultados.
Por isso o poeta não pode ser leviano,
nem traidor, louco, nem insensível,
mas coeso, lúcido e credível!
O poeta não passa fome de letras
sua Pátria não é a solidão
seu território não têm fronteiras,
sua identidade é o povo.
O poeta não pode estar preso
a filosofias ou a preconceitos,
sua mente aberta respeita outros,
embora não aprove todas as ideias.
O poeta defende-se no tribunal
com um milhão de rimas
advoga a escrita com verdade,
convicção, e solidez de factos
embora não seja entendido por muitos.
Nunca desiste ou renúncia à escrita
afogando os leitores com cultura.
A poesia nunca pode ser subornada
vendida por favores, ou adulterada,
o poeta è tudo, para com todos,
criará nova arte e libertação
do tédio de cada dia dos comuns.
O poeta é rico em imaginação
sua poesia deve transmitir um objectivo
aderindo ao tema e à razão
para que o poema continue vivo!
O poeta não pode ser convocado para a guerra
mas deve ser um arauto da paz,
o poeta revoga o amor e manda que se cumpra
o mandamento de amar ao próximo.
E que se abaixem as armas do preconceito
para a liberdade não ser assassinada.
E cantem todos a palavra mais bonita
meu amigo meu poema meu irmão
minha filha minha esposa e minha mãe
minha poesia minha espiga e pão.
Meu rapaz meu poeta como ninguém foi
minha poesia pacífica, meu poeta herói
