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Marcelo fala sobre português desaparecido em Moçambique

O Presidente da República registou “com apreço” a tomada de posição do parlamento sobre o desaparecimento do empresário Américo Sebastião em Moçambique, bem como pelas “diligências” do Governo no apoio à sua família.

Através de uma mensagem publicada na página da Presidência da República na internet, Marcelo Rebelo de Sousa declarou registar, “com apreço, a tomada de posição da Assembleia da República na última sexta-feira, dia 29 de novembro, assim como as diligências a que tem procedido o Governo no apoio à Família de António Sebastião, tendo em vista o mesmo objetivo comum”.

A Assembleia da República aprovou por unanimidade na sexta-feira um voto “de preocupação pela inexistência de conclusões relativamente ao desaparecimento do empresário Américo Sebastião, em Moçambique”.

O texto aprovado pelos deputados foi consensualizado em comissão de Assuntos Europeus entre os grupos parlamentares do PS, PSD, BE e CDS-PP.

Na nota publicada no ‘site’ do Palácio de Belém, sublinha-se que “desde 2016 que, ininterruptamente, o Presidente da República tem, em contacto direto com as autoridades moçambicanas, a começar no Chefe de Estado, bem como em público, procedido a todas as diligências destinadas ao apuramento da situação do nosso compatriota Américo Sebastião em Moçambique”.

“A isso mesmo se referiu em diversos momentos neste sítio da Presidência da República. Recorda, ainda, que o assunto foi expressamente tratado aquando da Visita de Estado do Presidente Filipe Nyusi a Portugal, quer na Presidência da República, quer no Parlamento, sobre ele se tendo pronunciado publicamente o Presidente de Moçambique”, lê-se na mensagem.

Américo Sebastião foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis na manhã de 29 de julho de 2016, em Nhamapadza, distrito de Maringué, na província de Sofala, no centro de Moçambique, desconhecendo-se desde então o seu paradeiro.

Durante a visita a Portugal, em julho passado, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, explicou que Américo Sebastião desapareceu numa zona considerada “um corredor de guerra”, num período antes da trégua assinada com a Renamo (maior partido da oposição) e onde apenas o empresário português parecia conseguir ir.

Na ocasião, o Presidente moçambicano declarou que o desaparecimento do empresário português não é um assunto de Estado, mas um caso concreto que o Governo moçambicano tudo fez para esclarecer.

Portugal ofereceu por várias vezes cooperação judiciária para se tentar localizar o empresário Américo Sebastião, mas as autoridades moçambicanas nunca deram seguimento.