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Marcelo condecora o Sport Clube Português de Newark

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou hoje o Sport Club Português, em Newark, Nova Jérsia, que neste ano comemora o seu centenário, e enalteceu o “espírito associativo” da emigração portuguesa.

O chefe de Estado visitou o Sport Club Português – onde já tinha estado, em 1987, quando não exercia funções políticas – logo após chegar aos Estados Unidos da América, onde ficará até quarta-feira, para participar na 76.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na sala principal do clube, perante algumas dezenas de pessoas sentadas com distanciamento devido à pandemia de covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que iria atribuir a esta instituição, fundada em 17 de dezembro de 1921, a Ordem do Mérito, “pelo que têm feito com a escola, com as crianças, com os mais novos, porque estão a preparar o seu futuro”.

Nesta cerimónia, em que soaram os hinos nacionais de Portugal e dos Estados Unidos da América, esteve presente o mayor de Newark, Ras Baraka, que em português agradeceu a presença do Presidente da República, dizendo-lhe “muito obrigado”, e realçou os “grandes laços” que ligam esta cidade a Portugal, observando: “Não fosse a covid-19, este lugar estaria cheio”.

O cônsul geral de Portugal em Newark, Pedro Monteiro, referiu que este “é o clube mais antigo de toda esta área desde a Florida até ao Connecticut, é o primeiro a celebrar cem anos”.

O presidente do Sport Club Português, Jack Costa, assinalou o ensino do português aos jovens lusodescendentes na Escola Luís de Camões. “Temos de ensinar, manter Portugal vivo, porque aqui é Portugal, aqui sempre vai ser Portugal”, exclamou.

Depois de percorrer o museu do clube, o chefe de Estado assinou o livro de honra e recebeu uma edição comemorativa de 2009 em que aparece numa fotografia que regista a sua visita em 1987, “no bar, a jogar às cartas, a ver se havia batota na sueca”, como descreveu Jack Costa.

Em declarações aos jornalistas, no final da visita, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “sem clubes como estes as comunidades não teriam a força que têm” e enalteceu o “espírito associativo” dos emigrantes portugueses, contestando a ideia de que “os portugueses são individualistas”.

“É mentira, e então fora do território físico português têm de se juntar, para defender a língua, a cultura, a comunidade, para que a comunidade tenha peso”, afirmou, considerando que mesmo “os mais novos sentem isso também”.

À saída, o Presidente da República furou o programa e em vez de seguir caminho para Nova Iorque fez um percurso a pé para ir conhecer a Escola Luís de Camões do Sport Club Português, onde se ensina português e história de Portugal a crianças do pré-escolar ao 9.º ano.