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Mais de metade das exportações para o Reino Unido vão pagar direitos

Apenas 39% das exportações nacionais ficarão isentas de direitos aduaneiros à entrada no mercado britânico, avançou Sara Santos, da Direção-Geral das Atividades Económicas, do Ministério da Economia português, reportando-se à nova pauta aduaneira, a UK Global Tariff, que se aplicará a partir de 1 de janeiro de 2021, caso não seja concluído a tempo um acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Reino Unido.

A lista dos bens portugueses, e da União Europeia em geral, que ficam livres de taxas inclui medicamentos, químicos, madeiras e cortiça, plásticos, papel e pasta de papel, produtos de alumínio, ferro, aço e suas obras, bem como máquinas e aparelhos. As restantes 61% das exportações estarão sujeitas a direitos aduaneiros.

Já “41%, das exportações nacionais estarão sujeitas a direitos acima dos 5% ou direitos específicos.” É o caso da conserva de tomate, conserva de sardinha e atum, vinhos, têxteis e vestuário, calçado, cigarros, produtos cerâmicos, vidros, bem como veículos e componentes, detalhou Sara Santos num webinar promovido pelo IAPMEI e pela Direção-Geral das Atividades Económicas, sobre a nova pauta aduaneira do Reino Unido.

Tudo será feito por etapas, explicou Maria João Botelho, da Direção-Geral dos Assuntos Europeus, pertencente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, no mesmo evento online sobre o Brexit e as exportações para o mercado britânico.