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Maior teatro de rua de Portugal junta quase meio milhar de participantes

Mais de 400 atores e figurantes vão participar na quinta edição do espetáculo “Um Porto para o Mundo”, o maior teatro de rua feito Portugal, que se realiza em Vila do Conde, no distrito do Porto.

Os participantes são recrutados entre a comunidade local, ajudando a contar factos históricos sobre a localidade vila-condense e a sua ligação à arte da construção naval em madeira, que está a ser alvo de candidatura a património imaterial da UNESCO.

O tema deste ano é “Vento Forte, Vento Norte” que, segundo o encenador responsável, explica “a ligação de muitos factos históricos que aconteceram com a força física dos ventos”, num espetáculo com uma “ligação muito forte e emotiva à população”.

“Vamos recriar o ‘bota a baixo’ do último barco de madeira que foi feito neste local, abordaremos a viagem de circum-navegação de Fernão Magalhães, e destacaremos o papel muito forte que a mulher vila-condense teve no desenvolvimento desta cidade graças à sua resiliência”, explicou o encenador Amauri Gonçalves.

O espetáculo vai estrear esta sexta-feira na zona ribeirinha de Vila do Conde, junto à réplica da nau quinhentista, e terá sessões diárias até 22 de agosto, estando esta semana a serem realizados os derradeiros ensaios.

“Há sempre ajustes a fazer, mas este ano é muito especial e as pessoas estão mais motivadas depois de um processo de preparação que tem sido feito há meses. Estou muito satisfeito com o resultado”, partilhou o responsável.

O “Porto para o Mundo” é uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Vila do Conde, que engloba este evento no âmbito da candidatura da construção naval em madeira feita à UNESCO e que pretende envolver toda a comunidade.

“É um dos grandes projetos do nosso concelho, que tem como base na nossa identidade cultural, porque vamos buscar as raízes da história para contá-la aos milhares de pessoas que aqui vêm assistir ao espetáculo”, disse a presidente da câmara, Elisa Ferraz.

A autarca assistiu a um dos últimos ensaios antes da estreia e mostrou-se “confiante e emocionada” pela dedicação de todos os participantes.

“Chegar e este momento e ver um cenário que dá uma imagem fantástica do património de Vila do Conde e a força da participação de todas estas pessoas após alguns meses de ensaios enche-me de orgulho e com a certeza que será um enorme sucesso”, vincou Elisa Ferraz.

Sendo, também, o maior espetáculo comunitário do país, o evento é uma oportunidade para unir várias gerações de vila-condenses, num convívio que tem criado laços de amizades.

“A maneira como as pessoas se envolvem e criam uma espírito de comunidade é muito bonito. Gente que não se conhecia, mas que após estes meses já são amigos”, notou Johann Knorr, um dos participantes, com a concordância de Maria Silva: “É um convívio muito bom e que nos transmite confiança e alegria”.

Além disso, e para as gerações mais novas, a participação neste espetáculo serve como uma “verdadeira lição de história” como notou Isabel Maia, uma das coreografas, confessando que através da narrativa “se apreende muitas coisas”.

As exibições de “Um Porto para o Mundo”, que acontecem entre 16 e 22 de agosto na zona ribeirinha de Vila do Conde, têm uma capacidade para 1.300 espetadores por sessão, sendo necessário adquirir um bilhete que tem um custo simbólico.