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Língua portuguesa procura o seu espaço na Galiza

A Associação de Docentes de Português na Galiza enviou esta semana uma carta a todos os candidatos às eleições regionais desta região espanhola com propostas para “melhorar” o ensino do português naquela comunidade autónoma.

“… Queremos partilhar […] as nossas propostas e necessidades a respeito da promoção e alargamento do português nos centros [de ensino] públicos, de uma melhor qualidade do ensino da matéria e da necessária estabilidade laboral”, escreve a associação que “aglutina o grosso dos professores” de português na Galiza.

A Galiza tem eleições para o parlamento regional em 12 de julho próximo, depois de uma primeira data, no início de abril, ter sido adiada devido à pandemia de covid-19.

A carta dirigida aos candidatos da consulta eleitoral defende, entre outras medidas, a realização “periódica” de campanhas institucionais (nas rádios, televisões, jornais e centros de ensino) de promoção da opção do português como língua estrangeira no ensino da comunidade autónoma.

A criação de “mecanismos” para manter o lugar de ensino de português quando um docente atual abandonar o posto é outro dos pedidos feitos pela Associação de Docentes de Português na Galiza.

A organização também pede que a língua portuguesa seja “equiparada ao resto de línguas da mesma categoria” e seja incluída na “oferta” de todos os programas gerais de línguas estrangeiras dependentes do Governo galego.

A associação recorda a Lei Paz-Andrade, aprovada por unanimidade pelo parlamento galego, que estabelece a necessidade de “fomentar o ensino e aprendizagem do português” e que o Governo local se comprometeu a “incorporar progressivamente a aprendizagem da língua portuguesa nos centros de ensino da Comunidade Autónoma da Galiza”.