
Aqui lava-se de tudo
Limpa-se bastante também
A sujidade do Mundo
E aquela que vai além
Não há nódoas maiores
Nem cheiros por eliminar
Pois limpamos os piores
Que entranhados possam estar
Fazemos limpeza geral
E somos muito eficientes
Daqui o belo nunca sai mal
Nem o frágil em pentes
Só as almas não limpamos
Pois não há sujidade nas puras
E as outras nem se esfregamos
São de matérias mui duras…
Não há modo nem temperatura
Que elimine tal sujidade
Podemos só criar alvura
Em seres de muita qualidade
Se só para isso servem
Então estão muito incompletos
Pois há tantos que fedem
E de merda estão repletos
Pensava caminhar no futuro
Já aqui não venho mais
Não basta limpar o que é puro
Isso é trabalho de ancestrais!
