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Laços

Uma das coisas que me tem marcado a vida é  o modo de alguma forma nómada que tem pautado os meus passos. Desde muito cedo fui deixando lugares,  pessoas, sentimentos,  ilusões.  Caminho sempre em alguma direção,  muitas vezes de olhos fechados,  com o coração a sangrar.

Em todos os sítios criei laços.

Em todos os sítios amei e senti-me amada.

Dos meus meninos,  dos que ainda celebram comigo a festa da amizade e  do reencontro,  nunca me poderei desligar.  Mesmo no silêncio das palavras. Mesmo na ausência de abraços,  mesmo na complexidade da distância geográfica,  eles estão sempre presentes.

O Jorge, o Roberto,  a Rita, o Miguel,  a Teresa,  estão sempre lá,  e a cada reencontro festejamos a celebração da amizade.

E os outros, os que não foram os meus meninos,  mas também me ajudaram a crescer e a enfrentar da melhor maneira a solidão dos dias,  esses também trago comigo.  Mas não é para esses que hoje escrevo.

Hoje escrevo ao meninos da minha vida. Na ausência, no silêncio, nos abraços que não me foi permitido dar.

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