Júri jovem reconhece “Misericórdia”, de Lídia Jorge
Na 29.ª edição edição do Prémio San Clemente de Novela, três escritores de línguas e gerações distintas foram distinguidos por um júri diferente: estudantes do ensino secundário, leitores exigentes e atentos ao presente da literatura. Entre os escritores distinguidos está Lídia Jorge.
De acordo com a publicação feita pela embaixada de Portugal em Madrid a 20 de janeiro, entre os premiados está a escritora portuguesa Lídia Jorge, reconhecida na categoria de novela em língua estrangeira pelo romance “Misericórdia”. A obra, marcada por uma reflexão densa sobre o tempo, a finitude e a condição humana, encontrou eco num público jovem, que lhe atribuiu o prémio após meses de leitura e debate.
Durante a cerimónia, o escritor espanhol David Uclés, também distinguido, lançou uma observação bem-humorada que arrancou sorrisos à plateia: entre os três vencedores (ele próprio, Ledicia Costas e Lídia Jorge) “algum dia um ganhará o Prémio Nobel”. A frase, dita em tom de brincadeira, funcionou como reconhecimento implícito da solidez literária e do percurso dos autores premiados.

Para Lídia Jorge, o San Clemente soma-se a um percurso amplamente reconhecido dentro e fora de Portugal, agora validado por leitores jovens.
A escritora recebeu, na passada na quarta-feira, em Santiago de Compostela, o referido prémio, na categoria de Narrativas Internacionais. “Misericórdia” foi publicado em Portugal em outubro de 2022. Na ocasião, em entrevista à agência Lusa, Lídia Jorge afirmou que é “um livro sobre o esplendor da vida” e a “crença em valores”.
De acordo com a Lusa, o galardão é organizado pela Escola Secundária Rosalía de Castro, na capital galega.