José Luís Carneiro leva propostas para as comunidades ao próximo congresso socialista
As comunidades portuguesas residentes no estrangeiro estão entre as prioridades do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que se prepara para apresentar no próximo congresso da sua força política uma moção Global de Estratégia que tem um capítulo exclusivamente dedicado à diáspora.
A informação foi esta quinta-feira adiantada ao BOM DIA por Paulo Pisco, ex-deputado eleito pelo círculo da Europa e atual adjunto de José Luís Carneiro para as Comunidades Portuguesas.
“O PS não esquece que as comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo constituem um dos ativos estratégicos mais importante do país desde logo na sua política externa e europeia e que todos devem reconhecer e valorizar, tanto na dimensão material como afetiva. A presença portuguesa no mundo honra Portugal e consubstancia uma influência fundamental do país fora das suas fronteiras em termos económicos, culturais, linguísticos, científicos, políticos e diplomáticos, razão pela qual é necessário criar estruturas de ligação mais sólidas e permanentes”, contextualiza o secretário-geral no capítulo E (“Valorizar as Comunidades Portuguesas”) da referida moção.
“Mas a emigração portuguesa também é constituída por milhões de compatriotas que saíram do país por falta das oportunidades que lhes pudessem garantir uma vida digna e à medida das suas expetativas, a quem é preciso dar respostas e assegurar uma relação de proximidade. Muitos dos portugueses e lusodescendentes que hoje residem no estrangeiro mantêm uma relação de grande proximidade com Portugal, muitos pensam mesmo regressar um dia, para o que devemos preparar o país com as necessárias estruturas administrativas”, alerta ainda.
Defendendo que as políticas dirigidas às comunidades portuguesas “têm de mudar radicalmente na forma como o Governo, a administração pública e os municípios se relacionam com os portugueses residentes no estrangeiro”, sugere José Luís Carneiro a adaptação do poder central às necessidades da diáspora, o reforço da rede consular, a promoção da participação política portuguesa em “matérias relativas aos assuntos mais prementes da vida nacional fora do país”, o uso da língua portuguesa “como vetor da projeção de Portugal desde o ensino básico às universidades” e a fomento da ligação à diáspora científica.
Ainda neste capítulo, o secretário-geral do PS recomenda maior apoio aos empresários através da criação de “uma estrutura que facilite o investimento em Portugal”, o lançamento de “um programa robusto para os jovens que inclua intercâmbios profissionais e académicos”, a dinamização do associativismo e a criação de uma ligação “sólida e permanente aos luso-eleitos”.