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Jornadas de Língua Portuguesa destacam digitalização

Digitalizar livros para encontrar novos leitores de português entre os utilizadores de telemóveis é uma missão que pode ser assumida pelas universidades, sugeriu uma das oradoras nas 10.ª Jornadas de Língua Portuguesa da Universidade Pedagógica, em Maputo.

“A academia tem de produzir estes novos formatos de livros para captar o interesse desse público que já não nasceu na época do papel, mas na época das tecnologias digitais”, disse Leonilda Sanveca, diretora da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica à Lusa.

Sanveca defende que a digitalização deve incluir todo o tipo de material literário possível, “de forma a captar o interesse dos jovens, que são a maioria” da população.

A ideia é um desafio para o corpo docente, dado que “é muito difícil” o ajuste a novas realidades, mas é um repto “necessário”, concluiu.

As jornadas anuais acontecem na primeira semana de maio e este ano deviam ter-se realizado na Beira, mas acabaram por ser adiadas devido aos prejuízos causados na cidade pela passagem do ciclone Idai.

O evento, de dois dias, tem como objetivo desenvolver uma cultura de investigação em torno do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa e insere-se numa tradição iniciada em 2005.

As jornadas são organizadas, de forma alternada, nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, pela rede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua em Moçambique, em parceria com a Universidade Pedagógica.

A temática deste ano é dedicada à formação do leitor.

A instituição de ensino superior participa em diferentes projetos de colaboração com diversas entidades, incluindo o Camões, passando pela área do ensino, pesquisa e extensão universitária.

A Universidade Pedagógica leciona um curso de licenciatura de Ensino de Português para formar professores para o ensino secundário e superior, assim como um curso de mestrado com o mesmo nome, financiado pela União Europeia através do Camões.

Anualmente, a universidade recebe cerca de 100 estudantes para na licenciatura de Ensino de Português, enquanto que o curso de mestrado tem preenchido as 25 vagas abertas a cada dois anos.

A Universidade Pedagógica tem um centro de línguas, uma biblioteca e um leitor com o apoio do Camões.