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Investigadora portuguesa acredita que estamos perto da imunidade de grupo

A polémica está lançada entre os especialistas que consideram que estamos perto da imunidade de grupo ao novo coronavírus e os que acreditam que precisamos de atingir números como 70% da população infetada para o conseguir.

Os investigadores mais otimistas afirmam que a imunidade coletiva pode ser alcançada com taxas de imunidade tão baixas como 10% ou 20%, o que significaria que países inteiros já a podem ter alcançado. A OMS , por seu lado, fala de 70%.

Um dos modelos “otimistas” foi apresentado pela investigadora portuguesa Gabriela Gomes, da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, tendo por base dados da Bélgica, Inglaterra, Portugal e Espanha. A matemática estranha até a polémica em torno do que defende.

Fala de uma espécie de “seleção natural”. “Numa população suscetível, uns são mais suscetíveis que os outros. O vírus não afeta as pessoas aleatoriamente. Vai infetar primeiro os mais suscetíveis, então eles desenvolvem alguma imunidade, portanto saem do grupo dos suscetíveis”, explica, citada pelo jornal Expresso.

“Os que sobram são aqueles que no início tinham menos suscetibilidade. Há uma redução da suscetibilidade média. Ela é dinâmica. À medida que a epidemia se desenvolve, essa suscetibilidade média vai diminuindo, vai desacelerando o crescimento de casos, vai fazer a epidemia menor. O limiar de imunidade coletiva portanto também vai ser menor”, conclui.

Por outro lado, segundo a OMS, menos de 10% da população global possui anticorpos contra o novo coronavírus, o que levou esta terça-feira a OMS a alertar para o facto de estarmos longe da “imunidade de rebanho”. A percentagem desejada ascende a 70%, dizem os modelos matemáticos tradicionais.