
Em 1999, foram inauguradas as instalações do Centro cultural português no Luxemburgo-Instituto Camões.
Este Centro cultural nasceu do desejo de muitos portugueses e, sobretudo, da vontade de 2 Primeiros Ministros – António Guterres e Jean-Claude Juncker.
Uma exposição e um livro de arte, realizados por Rico Sequeira e Robert Brandy, marcaram o inicio de uma história plena de peripécias.
Um diretor foi afastado porque tinha a veleidade de mostrar obra e cultura. Um Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, que tudo fez para o encerrar. Outro Ministro que chegou a dar ordem para se arrendarem os locais do rés-do-chão, mas tudo não passou de intenção.
Chegou agora a decisão de transferir os locais do Boulevard Royal para Merl.
Esta decisão nasceu, cresceu e foi concretizada pela mente de quem não sabe, não quis saber e pouco se preocupa com as relações culturais entre Portugal e o Luxemburgo.
Talvez por isso, na cerimónia de inauguração não se falou deste Instituto Camões, nem da sua história, nem das suas vicissitudes. Para os novos decisores, a história começa onde e quando eles chegam.
Os portugueses foram ignorados e não foram convidados, se calhar ficavam ali mal!
Estas decisões são um absurdo e o resultado do arbitrário.
O “crime” ainda não está totalmente consumado.
Mas vai sê-lo quando mudarem a estátua de Camões, de Bonnevoie par Merl, então, ele será perfeito.
Em Bonnevoie reside uma maioria de portugueses o que não é caso de Merl.
E quem pagou ou contribuiu par pagar a estátua foram 3 empresários, que até hoje, não foram consultados, nem informados de tal idiotice.
O Instituto Camões funciona ou funcionará se houver vontade política e meios financeiros para desenvolver a sua atividade.
O Instituto Camões não foi, não é e não será, jamais, um desejo ou vontade de diplomatas itinerantes.
Não aceito, muitos portugueses não aceitam, que a vontade dos povos e a sua cultura seja estilhaçada pelo apetite voraz de uma diplomacia insensível.
O Instituto Camões, as suas prerrogativas e os seus objetivos, é demasiado importante para ficarem nas mãos de diplomatas.
A cultura e a língua portuguesa merecem mais e o Estado português podia fazer melhor.
